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	<title>Almeida Maia</title>
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	<description>&#34;Só quem sabe o que são lá­grimas, só esse sabe o que é amor.&#34; ~ Antero de Quental</description>
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		<title>Feira do Livro de Lisboa</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 21:49:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Almeida Maia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de colocados à solta, os livros ganham vida própria. Por vezes não é possível ditar até onde podem ir, mas é sabido que &#8220;o céu é o limite&#8221; — exactamente por não ser sequer um limite. Nos jardins emblemáticos &#8230; <a href="http://almeidamaia.com/2013/05/13/feira-do-livro-de-lisboa/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=498&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2013/05/419619_457566724334640_269264881_n.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-499" alt="Feira do Livro de Lisboa" src="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2013/05/419619_457566724334640_269264881_n.jpg?w=245&#038;h=300" width="245" height="300" /></a>Depois de colocados à solta, os livros ganham vida própria. Por vezes não é possível ditar até onde podem ir, mas é sabido que &#8220;o céu é o limite&#8221; — exactamente por não ser sequer um <em>limite.</em></p>
<p><em></em>Nos jardins emblemáticos do Parque Eduardo VII, a 23 de Maio arranca a 83ª Feira do Livro de Lisboa, que até 10 de Junho mostrará uma colecção invejável de obras literárias a preços de ter em conta.</p>
<p>O romance &#8220;Bom Tempo no Canal — A Conspiração da Energia&#8221; estará por lá, a aguardar pelos ávidos leitores lisboetas e não só. O sabor especial que este tipo de presença pode ter é a inegável sensação de que a palavra está a espalhar-se, e o <em>bom tempo</em> também!</p>
<br />  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=498&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Aqui há selo</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 20:36:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Almeida Maia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de abrir várias portas — e também pórticos intransponíveis —, eis que a literatura rasga agora uma janela e deixa desaguar a frescura do ar livre. Que melhor liberdade se pode abonar a um livro senão deixá-lo partir? Que &#8230; <a href="http://almeidamaia.com/2013/05/08/aqui-ha-selo/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=487&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de abrir várias portas — e também <i>pórticos</i> intransponíveis —, eis que a literatura rasga agora uma janela e deixa desaguar a frescura do ar livre. Que melhor liberdade se pode abonar a um livro senão deixá-lo partir? Que destino mais espairecido existirá senão a dádiva de um par de asas?</p>
<p><a href="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2013/05/ctt-o-meu-selo.jpg"><img class="alignleft  wp-image-488" alt="CTT O Meu Selo" src="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2013/05/ctt-o-meu-selo.jpg?w=156&#038;h=210" width="156" height="210" /></a>Depois de abrir mão da obra, do texto, das palavras, o escrevente almeja chegar mais longe, como se fosse ele o dedo esticado retratado numa “Criação de Adão” de <i>Michelangelo</i>, deseja romper fronteiras, desbastar caminho, e a cada passo sente-se mais próximo: do outro lado, do leitor, do crítico, do silencioso, do apreciador, e até mesmo do desgostoso.</p>
<p>A <em>porta</em> que se abre hoje é afinal um <em>portal,</em> um portentoso <em>elo</em> com o mundo civilizado dominado por <em>emails</em> e redes. Escancarou-se graças aos CTT, os <i>pombos-correio</i> deste país de exploradores lusitanos encantadores, que se fizeram encantar pelo <i>canal</i> e pelo <i>bom tempo</i> em faz-de-conta que por lá fazia. E é assim que a capa maravilhosamente orquestrada pelo <i>brother</i> das artes ganha vida própria, ganha asas: é um selo! Sim, um selo que irá percorrer o mundo à moda <em>antiga,</em> sabe-se lá até <i>quando</i>, até <i>onde</i>, <i>como</i> ou ao lado de <i>quem</i>. O que interessa é que ele agora é livre.</p>
<br />  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=487&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Próximo Capítulo: 41</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Apr 2013 22:50:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Almeida Maia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em recente conversa com Vasco Pernes, no talk-show da estação açoriana &#8220;Noite dos Sentidos&#8220;, levantou-se o véu do romance número dois. A entrevista foi para o ar no dia 20 de Abril de 2013, e presenteou os espectadores com novidades acerca &#8230; <a href="http://almeidamaia.com/2013/04/21/proximo-capitulo-41/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=473&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2013/04/5518387583_75ac3038e3_z.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-478" alt="Selo 41" src="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2013/04/5518387583_75ac3038e3_z.jpg?w=150&#038;h=120" width="150" height="120" /></a>Em recente conversa com Vasco Pernes, no <em>talk-show</em> da estação açoriana &#8220;<a href="http://www.rtp.pt/programa/tv/p29941" target="_blank">Noite dos Sentidos</a>&#8220;, levantou-se o véu do romance número dois. A entrevista foi para o ar no dia 20 de Abril de 2013, e presenteou os espectadores com novidades acerca do livro que vai suceder &#8220;<a href="http://www.goodreads.com/book/show/17158018-bom-tempo-no-canal---a-conspira-o-da-energia" target="_blank">Bom Tempo no Canal &#8211; A Conspiração da Energia</a>&#8220;, galardoado com o Prémio Letras em Movimento em 2010.</p>
<p>A ficção policial estreada em Junho de 2012 já teve lugar à 2ª edição: a apresentação decorreu no dia 26 de Abril de 2013 no Teatro Ribeiragrandense, durante a semana cultural PRIMARTE e a convite da Câmara Municipal da Ribeira Grande.</p>
<p>A história que tem John Mello como personagem principal (um <em>drilling engineer</em> da empresa que gere a energia geotérmica nas ilhas, e que vê sabotada a nova perfuração da ilha do Pico) deixa uma <em>ponta solta</em>, além de um <em>capítulo oculto</em>.</p>
<p>Em estilo policial, a sequela intitulada &#8220;Capítulo 41 &#8211; A Redescoberta da Atlântida&#8221; convida o leitor a visitar recentes locais e achados arqueológicos sugestivos à passagem de outros povos pelos Açores antes dos portugueses. Além disso, faz igualmente desfilar informação pertinente acerca da localização da Atlântida perdida de Platão.</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/rDeZz-_w774?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<p>O vídeo acima foi editado. Para ver o episódio completo, visite:<br />
<a href="http://videos.sapo.pt/6AjwOhzYgK2dnmMRbAAN" target="_blank">http://videos.sapo.pt/6AjwOhzYgK2dnmMRbAAN</a></p>
<br />  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=473&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ribeira Grande com &#8220;Bom Tempo&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Feb 2013 22:51:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Almeida Maia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O EVENTO É com enorme regozijo que se apregoa: &#8220;John Mello&#8221; regressa à Ribeira Grande! Em conjunto com a Câmara Municipal da Ribeira Grande e a Universidade Aberta, e inserido no evento cultural PRIMARTE &#8211; que liga a Primavera à &#8230; <a href="http://almeidamaia.com/2013/02/15/ribeira-grande-bom-tempo/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=425&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3>O EVENTO</h3>
<p>É com enorme regozijo que se apregoa: &#8220;John Mello&#8221; regressa à Ribeira Grande! Em conjunto com a Câmara Municipal da <a href="http://cm-ribeiragrande.azoresdigital.pt/"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-429" alt="CMRG LOGO 2011_12" src="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2013/02/cmrg-logo-2011_12.jpg?w=150&#038;h=78" width="150" height="78" /></a>Ribeira Grande e a Universidade Aberta, e inserido no evento cultural PRIMARTE &#8211; que liga a Primavera à Arte &#8211; o autor Almeida Maia transpõe o livro &#8220;Bom Tempo no Canal &#8211; A Conspiração da Energia&#8221; para o concelho onde existe a maior expressão da energia geotérmica nos Açores, desta vez na vida real. O evento está marcado para o dia 26 de Março de 2013, data em que se comemora igualmente o DIA DO LIVRO PORTUGUÊS, a ter lugar às 20h00 na Sala Azul do Teatro Ribeiragrandense.</p>
<p>A apresentação ficará a cargo da Dr.ª Patrícia Carreiro, Coordenadora do Projecto EscreVIVER (n)os Açores e membro activo da Associação Ilhas em Movimento. Em representação oficial da Publiçor, poderemos contar com o Sr.º Ernesto Resendes. A mesa incluirá também o Dr.º Luís Almeida, director da Bertrand Ponta Delgada e júri no concurso &#8220;Letras em Movimento 2010&#8243;.</p>
<p>Podem aderir aqui: <a href="http://www.facebook.com/events/429495417119010/" target="_blank">http://www.facebook.com/events/429495417119010/</a></p>
<h3>O CONTEXTO</h3>
<p><img class="alignright size-thumbnail wp-image-170" alt="Green Energy" src="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2012/04/capture1.jpg?w=150&#038;h=150" width="150" height="150" />Esta apresentação assume um significado especial, tanto para o autor &#8211; por ser um regresso às origens genealógicas &#8211; como para as entidades promotoras, tendo em conta que uma boa parte da acção de &#8220;Bom Tempo no Canal&#8221; se desenrola nas encostas da Lagoa do Fogo, concelho de Ribeira Grande. Como é sabido, esta ficção aborda questões relacionadas com a liberalização dos mercados energéticos, e com as Energias Renováveis, com ênfase especial para a geotermia nos Açores. Igualmente de salutar é esta apresentação englobar também o lançamento da 2ª edição por parte da editora Letras Lavadas, ou seja, todos os ingredientes necessários para que seja um momento emocionante estão reunidos.</p>
<h3>A PRIMARTE</h3>
<p>Desde 2008 que a PRIMARTE é um evento que se realiza no advento da Primavera, organizado em parceria entre a <img class="alignleft size-thumbnail wp-image-436" alt="Universidade Aberta Novo" src="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2013/02/universidade-aberta-novo.jpg?w=150&#038;h=112" width="150" height="112" />CÂMARA MUNICIPAL DA RIBEIRA GRANDE e a UNIVERSIDADE ABERTA. É um acontecimento que tem como objectivo principal celebrar a PRIMAVERA em união com a ARTE. Nesse sentido, congrega lançamentos de livros, concertos musicais, formações, palestras, Feira do Livro e outros momentos de descontracção, como a rubrica “Tomar Café com…”. Todos os anos, entre os dias 21 de Março e 1 de Abril, a Ribeira Grande veste-se de Primavera e celebra-a com as mais variadas demonstrações de Arte.</p>
<h3>O LIVRO</h3>
<p>O romance “<a href="http://www.goodreads.com/book/show/17158018-bom-tempo-no-canal---a-conspira-o-da-energia" target="_blank">Bom Tempo no Canal – A Conspiração da Energia</a>” foi vencedor do &#8220;Prémio Letras em Movimento&#8221;, organizado pela Associação Ilhas em Movimento em 2010. É uma edição de Junho de 2012 da Publiçor &#8211; Letras Lavadas. Surge numa altura em que o planeta necessita de medidas emergentes na gestão das fontes de energia. Anunciado o fim das possibilidades fósseis, como o petróleo – o ouro negro –, quais são os desafios das sociedades modernas? Quais são as alternativas energéticas ao nosso alcance? Como pode a energia geotérmica contribuir para um futuro mais sustentado?</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/MjgmeDaGjcM?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<h3>A MÚSICA</h3>
<p>Após a breve cerimónia, terá lugar um momento musical com Raquel Dutra, com o seu mais recente trabalho &#8220;<a href="http://pedromaia.com/2013/01/11/cantos-de-dutra/" target="_blank">Cantos do Mar e da Terra</a>&#8220;. O projecto musical nasceu em meados de Janeiro de 2007, fruto de uma proposta endereçada aos seus elementos para, em conjunto, animarem serões a interpretar fado. Reunidos pelo amor à música e partilhando do gosto pela sua terra, entre os três músicos amadores, naturalmente brotou a vontade de tocar, também, temas de origem tradicional açoriana. Adílio Soares, Jorge Dutra e Raquel Dutra, compõem o alinhamento.</p>
<br />  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=425&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">CMRG LOGO 2011_12</media:title>
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			<media:title type="html">Green Energy</media:title>
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			<media:title type="html">Universidade Aberta Novo</media:title>
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		<title>Este Natal, que tal oferecer &#8220;Bom Tempo no Canal&#8221;?</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Nov 2012 13:51:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Almeida Maia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A equipa da Estação de Correios Vasco da Gama, em Ponta Delgada, está a desenvolver uma acção de divulgação, em conjunto com o autor Almeida Maia, para promover a obra &#8220;Bom Tempo no Canal &#8211; A Conspiração da Energia&#8221;. A iniciativa &#8230; <a href="http://almeidamaia.com/2012/11/14/este-natal-bom-tempo-no-canal/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=347&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>A equipa da <strong>Estação de Correios Vasco da Gama</strong>, em Ponta Delgada, está a desenvolver uma acção de divulgação, em conjunto com o autor <strong>Almeida Maia,</strong> para promover a obra <strong>&#8220;Bom Tempo no Canal &#8211; A Conspiração da Energia&#8221;</strong>. A iniciativa vem na sequência da estratégia de proximidade com o Cliente, dinamização dos seus espaços, e assim promover o que de melhor acontece em redor.</p>
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<div id="attachment_348" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2012/11/sam_0073.jpg"><img class="size-medium wp-image-348" title="Correios Vasco da Gama" alt="" src="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2012/11/sam_0073.jpg?w=300&#038;h=225" height="225" width="300" /></a><p class="wp-caption-text">Estação de Correios Vasco da Gama, Ponta Delgada</p></div>
<p>Recorde-se que esta obra, editada pelo grupo <strong>Publiçor/Letras Lavadas</strong> e galardoada com o Prémio Literário Ilhas em Movimento 2010, está disponível para venda em <strong>29 Estações dos CTT</strong> espalhadas pelas <strong>9 ilhas dos Açores</strong>. O objectivo da acção é permitir ao leitor adquirir um exemplar personalizado com ou sem dedicatória do autor, independentemente de onde se encontre. Quer o cliente procure a aquisição para si próprio ou para oferta, do Corvo a Santa Maria, basta dirigir-se a uma estação dos Correios e reservar quantos  exemplares desejar desta história de ficção. O autor irá personalizar e assinar publicamente cada exemplar no <strong>dia</strong> <strong>14 de Dezembro a partir das 16h</strong>, ficando também disponível para interagir com os leitores na estação Vasco da Gama, em Ponta Delgada, mesmo que já tenham adquirido a obra anteriormente.</p>
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<p><strong><a href="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2012/04/btc_capasmall.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-284" title="Capa Bom Tempo no Canal" alt="" src="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2012/04/btc_capasmall.jpg?w=110&#038;h=150" height="150" width="110" /></a>&#8220;Bom Tempo no Canal &#8211; A Conspiração da Energia&#8221;</strong>, é uma obra de ficção cujo enredo se passa nas nove ilhas açorianas. A história tem início num hipotético futuro, em que a exploração da energia geotérmica está a dar os primeiros passos nas encostas da ilha do Pico. John Mello lidera o projecto revolucionário que se vê ameaçado ainda antes do seu arranque por uma explosão aparatosa. A partir desse momento, percorre sendas tortuosas e descobre alguns segredos acerca das ilhas enquanto tenta desvendar quem se esconde atrás da máscara.</p>
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<p>Este enredo literário tem recebido boa crítica. Alguns dos adjectivos mais comuns usados nos comentários à obra descrevem o estilo como <em>&#8220;cinematográfico&#8221;</em> e <em>&#8220;empolgante&#8221;</em>.</p>
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<br />  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=347&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Correios Vasco da Gama</media:title>
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			<media:title type="html">Capa Bom Tempo no Canal</media:title>
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		<title>Bom Tempo no Canal em Londres</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Sep 2012 23:46:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Almeida Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bom Tempo no Canal]]></category>
		<category><![CDATA[açores]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Londres]]></category>
		<category><![CDATA[lusofonia]]></category>
		<category><![CDATA[promoção]]></category>

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		<description><![CDATA[Setembro de 2012: a “Conspiração da Energia” acercou-se das terras de Sua Majestade, e o canal do Rio Tamisa deixou-se sulcar pelo bom tempo. Romperam-se prenoções, quebraram-se fronteiras, traçaram-se novos objectivos e (re)definiram-se metas – daquelas realistas. Impulsionou-se o gosto pela &#8230; <a href="http://almeidamaia.com/2012/09/23/bom-tempo-no-canal-londres/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=322&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Setembro de 2012: a “Conspiração da Energia” acercou-se das <em>terras de Sua Majestade</em>, e o <em>canal</em> do Rio Tamisa deixou-se <em>sulcar</em> pelo <em>bom tempo</em>. Romperam-se prenoções, quebraram-se fronteiras, traçaram-se novos objectivos e (re)definiram-se metas – daquelas realistas. Impulsionou-se o gosto pela literatura do <em>Atlântico Norte</em> junto das comunidades lusitanas, naquele que foi o primeiro esforço fora do arquipélago na promoção desta obra de ficção.</p>
<p><a href="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2012/09/img_0815.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-326" title="IMG_0815" alt="" src="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2012/09/img_0815.jpg?w=207&#038;h=300" width="207" height="300" /></a>Sendo o destino a metrópole britânica com quase catorze milhões de almas – mais do que toda a multidão que o país à beira-mar plantado alberga –, as expectativas foram propositadamente alinhadas com o <em>quase nulo</em>. Numa nação em que a cultura é uma prioridade, em que os livros não estão sequer sujeitos ao guilhotinamento de certas taxas – cujo único valor que acrescentam é mesmo o <em>valor acrescentado</em> –, deslocar debaixo do braço meia dúzia de exemplares de uma obra literária portuguesa e fazê-la chegar a pessoas de boas causas pode até parecer tarefa simples, mas acarreta também dissabores e barreiras. Num país em que um volume custa quase metade do que nos é habitual, e em que se cruzam criaturas a ler <em>Erika L. James</em> nos autocarros e <em>J.K. Rowling</em> no <em>tube</em>, passar-lhes uma publicação localmente galardoada e traduzir-lhes a sinopse em dois minutos, podia perfeitamente ser um desastre com hora marcada. Podia até vir a ser anunciado na <em>Torre do Relógio</em> – a partir de agora, <em>Elizabeth Tower</em> –, e badalado pelo sino de treze toneladas de alcunha <em>Big Ben</em>.</p>
<p>Mas não foi assim. Todas as barreiras foram transpostas. Como sempre, o que interessa não são as instituições, as empresas, as lojas, as bibliotecas ou mesmo as nações. São as <em>pessoas</em>.</p>
<p>Mesmo sendo apenas mais um, num mundo de mais de oitenta mil visitantes que passam diariamente por Londres – fazendo da capital do Reino Unido a mais visitada do planeta, com uma população flutuante de trinta milhões por ano –, tudo se proporcionou. Talvez os exemplares simbolicamente deixados nas bibliotecas, nas livrarias e com certas individualidades não signifiquem mais que isso mesmo, ou talvez até venham a provar o contrário, quem sabe? Mas, a imprensa lusa acompanhou, esteve atenta, fez perguntas, aconselhou, deu destaque, reportou&#8230;. Tudo apontou na direcção certa. De um ilhéu para uma ilha maior, passou uma energia diferente, renovada e confiante. Com agrado, as vozes portuguesas fizeram-se ouvir e, com alento, a obra de ficção insular passou a um outro patamar.</p>
<p>Pois bem. Então, a mais bela notícia, e talvez a melhor singularidade, esteja ligada a mais uma barreira que vai agora ruir, entre tantas outras que se têm desintegrado nos últimos tempos – por vezes indetectáveis aos olhos do menos atento. Se os ventos londrinos soprarem na direcção certa, se o <em>bom tempo</em> deixar enxergar algo mais avante, teremos o início de mais um desafio. Um propósito que não teria chegado a ver a luz do dia quando as primeiras palavras do “Bom Tempo no Canal” estavam a ser passadas para o papel: a sua <em>tradução</em>. Sim, o manuscrito na língua de <em>Camões</em> vai ser traduzido para a de <em>Shakespeare</em>.</p>
<p>E ao mesmo tempo que por aqui se esmiúça toda a arqueologia do segundo livro – que fará a sequela deste primeiro –, ver o <em>bom tempo</em> transformar-se em algo tangível ao globo inteiro, assistir à passagem desta ficção açórica para o inglês nos próximos meses, poderá ser o começo de algo novo, verdadeiramente engrandecedor. Algo que só pode ser reconhecido com um sincero OBRIGADO aos leitores, retribuindo com um verdadeiro abraço de agradecimento pelo carinho que tem chegado ao lado de cá.</p>
<br />  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=322&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Degraus de Palha</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Apr 2012 00:16:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Almeida Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metragens Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[céu]]></category>
		<category><![CDATA[degraus]]></category>
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		<description><![CDATA[Vejo degraus de palha; dirigem-se para o cerúleo do céu, pintalgado com rasgos de branco. Subo às nuvens e sento-me, olhando de cima o que está por baixo; ao mesmo tempo, sei que não estou acima de rigorosamente nada; mas &#8230; <a href="http://almeidamaia.com/2012/04/07/degraus-de-palha/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=185&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2012/04/2746596528_6156865c20.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-186" title="Paisagem de palha" src="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2012/04/2746596528_6156865c20.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a>Vejo degraus de palha; dirigem-se para o cerúleo do céu, pintalgado com rasgos de branco. Subo às nuvens e sento-me, olhando de cima o que está por baixo; ao mesmo tempo, sei que não estou <em>acima</em> de rigorosamente <em>nada</em>; mas não estou só, também o sei. Balanço com o vento e deixo-me levar pelo encanto de um canto: alguém canta? É uma melodia que me seduz, mais não seja pela ternura das palavras, proferidas com tão bela harmonia e sentido&#8230;. sinto que me convém que o sentido das coisas faça mesmo algum sentido; não existindo sinal dele, perco-me do <em>trilho</em>.</p>
<p>Levanto-me e caminho. Sinto as nuvens acariciarem-me os pés, agora descalços. Qual algodão&#8230;? É como andar em cima de pura seda, mas em que o corpo não tem peso, e o tecido não está a cobrir nada, simplesmente flutua! Alguns passos são mais certeiros que outros, mas tenho a certeza que não caio; é como se uma mão gigante – mas meiga – me estivesse a <em>orientar</em> por baixo de mim.</p>
<p>Sigo em direcção dos fonemas cantados. São lindos, mas não distingo nenhum dialecto; serão sílabas soltas? Vocábulos dispersos, sim. São o que são! Hipnotizado com a doçura dos lábios – que só podem ser femininos! –, e que parecem soltar as cadências propositadamente para mim, avisto movimento. Parece-me subtil, por estar distante. Mas, num relampejar, está ao pé de mim! Já os tinha visto: em sonhos. Um unicórnio imaculado pêlo liso, branco. Dá mais três galopes e dois trotes, e estaqueia ao pé de mim. Os olhos profundos, do tamanho de bolas de golfe, estão sedentos por saber, curiosos por descobrir. A cauda reluz brancura, mas reflecte uma aura violeta que me conquista. Num sinal inconfundível com o pescoço, convida-me a subir. Subo? No momento em que a palma da minha mão nua acaricia-lhe a nuca, uma sensação de liberdade envolta-me e revolta-me! Ele revolta-se também, e dá mais um sinal impaciente de que não há tempo a perder. Aninha-se à minha frente para me deixar subir.</p>
<p>O galope é consistente, mas não fere, não violenta. É harmonioso, afectuoso, permite-me abrir os braços e atender ao brilho da luz do dia; fecho os olhos e permito-me ser banhado pelo calor dos raios do Sol; deixo o vento soalheiro cortar a minha face, e volto a ouvir&#8230;. a voz! Estou mais perto, sei-o.</p>
<p>Enxergo um altar feito de nenúfares. Não há lagos no céu, mas os nenúfares pareciam ondular acima do chão algodoeiro. O unicórnio abrandou e deixou-me deslumbrar com o resto. Não podia acreditar: os meus olhos só podiam estar a enganar-me. Uma sereia?!</p>
<div id="attachment_188" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2012/04/2688582539_39654dcaa8.jpg"><img class="size-medium wp-image-188" title="Mermaid Mistery" src="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2012/04/2688582539_39654dcaa8.jpg?w=300&#038;h=285" alt="" width="300" height="285" /></a><p class="wp-caption-text">Mermaid Mistery, by FairyEssence</p></div>
<p>O seu corpo refulgia e desvendava uma silhueta perfeita demais para ser verdadeira. O seu ventre ornava curvas redondas e completas, era uma obra exímia. E a voz? Quando desço do equídeo singular, calou-se. Deixou de olhar para o infinito acima de nós e desceu os olhos celestes até aos meus. Não abro a boca. Simplesmente fico&#8230;. e na mesma doçura como até agora cantava, ela profere:</p>
<p>- No agreste momento em que despes as caras que já trajaste, ficas só com a tua própria. Deixas de fora preconceitos, pré-conceitos e crenças; a cognição da tua arte expressa-se numa dança de espectros, invisíveis aos mais distraídos. – passou os dedos maravilhosos pelos cabelos em tom de mel. Olhei-a com serenidade, mas sequioso por mais palavras. Ela sabia disso, e continuou. – O teu saber vibra como um todo, espalha-se pelo ar, derrama-se pelo chão. Agarra cada momento desses: muda-o, transforma-o; deixa-o invadir-te e aceita o que te oferece. Rende-te ao universo, permite-te viver, rir, sofrer e chorar. És um ser vivo: por isso, vive!</p>
<p>Abri os lábios e levantei o braço para lhe dirigir uma questão, mas&#8230;. os nenúfares escondem-na e levam-na subitamente: para baixo. Umas escadas mostram-se à minha frente, no lugar do altar. Os degraus são a descer, mas não são de palha&#8230;.</p>
<p>São de nenúfares. É hora de voltar.</p>
<br />  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=185&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Paisagem de palha</media:title>
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			<media:title type="html">Mermaid Mistery</media:title>
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	</item>
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		<title>O relógio bateu as horas</title>
		<link>http://almeidamaia.com/2011/12/20/o-relogio-bateu-as-horas/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 00:36:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Almeida Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metragens Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[horas]]></category>
		<category><![CDATA[Londres]]></category>
		<category><![CDATA[relógio]]></category>

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		<description><![CDATA[O relógio bateu as horas. O céu de Londres mostrava o seu lado escuro, como se pincelado a carvão. O alcatrão molhado espelhava o luar tímido e denunciava a chuva que acabara de diluir a metrópole. James Worth arrumava no &#8230; <a href="http://almeidamaia.com/2011/12/20/o-relogio-bateu-as-horas/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=113&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O relógio bateu as horas. O céu de Londres mostrava o seu lado escuro, como se pincelado a carvão. O alcatrão molhado espelhava o luar tímido e denunciava a chuva que acabara de diluir a metrópole. James Worth arrumava no bolso das calças de fazenda cerúleas, um estranho envelope dourado.<br />
<em>«Onde se meteu o gajo?»</em>, matutou, enquanto subia o fecho éclair do casaco em tons de cinza, rodeando a sua vasta pança.</p>
<p><a href="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2011/12/big-ben-clock-the-owl-barn-gift-collection1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-116" title="Big-Ben-Clock" src="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2011/12/big-ben-clock-the-owl-barn-gift-collection1.jpg?w=142&#038;h=300" alt="" width="142" height="300" /></a>Um típico <em>Hackney Carriage</em> guinchou os pneus ao descrever a afunilada curva em cotovelo da <em>Great College Street</em>, em direcção à <em>Tufton Street</em>. O simbólico táxi londrino abrandou bruscamente e estacou no lado esquerdo, em frente ao número sete – <em>Faith House: The Society of the Faith</em> – onde esperava o inglês, tremendo com o frio e bufando vapor de água. A porta traseira abriu-se para a retaguarda do veículo.</p>
<p>- Entra, James! – gemeu uma voz de dentro do habitáculo.<br />
A imagem do interior do carro era penumbra, mas James alisou a barba loira, franziu a testa e esfregou as mãos, aproximando-se.</p>
<p>- Duarte, és tu? Posso entrar? – respondeu.<br />
Ao meter a cabeça dentro do habitáculo, sentiu uma mão poderosa puxar-lhe pelo casaco. O terror invadiu-lhe as narinas: fumo de charuto. Caiu de queixo no assento de trás, sentiu o carro arrancar bruscamente e o vento a gelar-lhe os pés, ainda de fora da viatura. Uma curva à direita obrigou-o a agarrar-se às pernas do companheiro de assento para não sair disparado pela porta. O carro endireitou-se, James sentou-se e ouviu a porta fechar-se por si.</p>
<p>- Tens cá um estilo nas tuas aparições, Duarte…! – ironizou James, enquanto desenrugava o casaco, como se nada fosse.<br />
- Meu amigo, apareço sempre como posso, e hoje estamos com pressa.<br />
- <em>You bloody bastard!</em>, estás sempre com pressa! – gesticulou James, indignado.</p>
<p>Um telemóvel vibrou insistentemente no bolso de Duarte. Os seus pequenos olhos castanhos iluminaram-se com um sorriso dirigido a James.<br />
- São eles! – proferiu, com ar sinistro. – Tens a mercadoria contigo?<br />
James anuiu e meteu a mão no bolso. Retirou o misterioso envelope.<br />
- Estou sim? – atendeu Duarte, passando a outra mão pelo cabelo encaracolado em tons de cobre. – Sim, percebo&#8230; <em>Okay</em>, assim será!</p>
<p>O telemóvel regressou ao bolso, mas o sorriso de Duarte desvaneceu-se. James aprecebeu-se do olhar fugaz do condutor pelo espelho retrovisor. Não deu importância.<br />
- Aqui tens. – falou, enquanto lhe passava o envelope. – Tens noção da importância disto? Fazes ideia de quantas almas esperam por isso?<br />
- Tenho, James&#8230; tenho noção. – respondeu Duarte, enquanto levantava o sobrescrito, como se de um troféu se tratasse. – Hahahaha!</p>
<p>James olhou-o com estranheza, e repugnou-se com as suas gargalhadas arfantes. Voltou a ajustar o casaco e a endireitar a sua posição de sentado.<br />
- E a minha parte? – murmurou, cruzando os braços. – Quero a minha parte!</p>
<p>Duarte mirou James com um sorriso maquiavélico. Olhou novamente para o que segurava nas mãos. Levantou a cabeça e respirou fundo, enquanto arrumava o invólucro de papel no bolso esquerdo do sobretudo negro.<br />
- A tua parte está aqui, James. – anunciou Duarte, enquanto punha a mão destra no bolso contrário.</p>
<p>Retirou do bolso uma <em>Colt Python</em> de calibre <em>.357 magnum</em>, e apontou-a à testa de James. O condutor olhou seriamente pelo retrovisor e acelerou ligeiramente.</p>
<p>- O relógio bateu as horas, James Worth! – armou o revólver.</p>
<p>James arregalou os olhos&#8230;</p>
<br />  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=113&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Carta do meu brinquedo</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 00:16:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Almeida Maia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quanto tempo, quantas horas passámos juntos? Quantas vezes me fizeste pulsar com a tua energia de pupilo, de menino? Aguardava, no meio do chão atapetado do teu quarto semi-arrumado, ansioso pela tua chegada; ou então na prateleira do escaparate de &#8230; <a href="http://almeidamaia.com/2011/12/16/carta-do-meu-brinquedo/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=109&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto tempo, quantas horas passámos juntos? Quantas vezes me fizeste pulsar com a tua energia de pupilo, de menino? Aguardava, no meio do chão atapetado do teu quarto semi-arrumado, ansioso pela tua chegada; ou então na prateleira do escaparate de pinho, entre livros e outros idênticos a mim. Não me importava quando não me escolhias: simplesmente observava, simplesmente aguardava. Por ti.</p>
<p>A chuva molhava os vidros baços, escondidos atrás das cortinas tom de mel, e eu esperava. Os sons das brigas e das risadas ouvidas nos outros quartos tresandavam a inveja minha, sempre quieto no meu lugar: simplesmente esperava. Por ti.</p>
<p>Por muito tempo te vi entrar e sair dali, umas vezes risonho, outras tristonho, muitas vezes com um sonho, e quase sempre desenfadonho! Quando olhavas para mim, eu palpitava; Quando não me vias, eu arfava; Quando querias algo que ali não estava, estava eu. Simplesmente à espera. De ti.</p>
<p><a href="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2011/12/oldtimer-toy-for-web-large.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-110" title="Carro Antigo (Brinquedo)" src="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2011/12/oldtimer-toy-for-web-large.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Mas sim, dias haviam que não te menosprezavas, e carregavas nos meus botões como quem procura um significado, revoluteavas as minhas rodas como quem sabe para onde vai, como quem tem destino traçado. E o mais giro? O mais giro era o som que os teus lábios emitiam. Um simular de um motor em marcha, próprio de um rapaz da tua idade. Um “brrrunhido” em que o ar passava-te por entre os dentes, e faziam tremer os teus lábios numa sinfonia estridente, com pedaços de cuspo a respingar-me a carroçaria.</p>
<p>Por agora já te deves recordar. Por agora já deves sentir que te lembras desses tempos. Dos tempos em que nada te metia medo, nem mesmo o escuro do quarto, nem sequer as sombras na tua mente. Éramos vivos, vivaços! Mas não te esqueças que o que fomos, ainda somos. Não te deixes levar pelas cabeçadas que deste, e pelos riscos que tem a minha chaparia. Posso ter a suspensão estragada, os pneus maltratados, e os vidros quebrados, mas ainda estou aqui.</p>
<p>Onde? Que bem que perguntas. Estou na gaveta do teu mesmo quarto, na mesma onde me deixaste; só que agora na garagem, no meio da outra tralha toda. Mas deixa a tralha. Vem buscar-me. Só a mim. Vamos ser outra vez.</p>
<br />  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=109&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Nunca partiste um vaso</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 13:57:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Almeida Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metragens Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[partir]]></category>
		<category><![CDATA[perfeição]]></category>
		<category><![CDATA[vaso]]></category>

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		<description><![CDATA[Silêncio. É o que ouves à noite. Quando te deitas e aprecias esse mundo que criaste, é silêncio que ouves. O tilintar dos copos do jantar de família é o único som que te irrompe os pensamentos, mas aparece ermo, &#8230; <a href="http://almeidamaia.com/2011/12/12/nunca-partiste-um-vaso/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=99&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Silêncio. É o que ouves à noite. Quando te deitas e aprecias esse mundo que criaste, é silêncio que ouves. O tilintar dos copos do jantar de família é o único som que te irrompe os pensamentos, mas aparece ermo, singular. Como tu!</p>
<p>Começaste por querer ser um exemplar académico. Aderiste à falsa religião, com unhas e dentes rezaste as orações perfeitas, proferiste os dizeres que eras suposto. Depois, um exímio e fiel namorador. Um é um, dois são dois, três são&#8230; <em>demais</em>! Demasiado para ti, demasiado sulco para experimentar. Não seria elegante da parte da perfeição. Aperfeiçoaste e achaste o melhor que havia na profissão. Encontraste quem te fizesse a perna, e quem te desse o braço a torcer. Bajulaste quem achaste por bem, e beijaste quem verdadeiro pensavas ser. Lambeste as botas que te espezinhavam, cheiraste as meias de quem não teve <em>meias</em> medidas. Mantiveste a família, nunca choraste em desespero, apenas riste, e riste, e&#8230; sorriste! Esse sorriso a espernear nesse queixo torto e desformado de tanto rir, de tanto esboçar os sorrisos da tua vida de porcelana!</p>
<div id="attachment_97" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2011/12/composite-with-broken-vase-001-preview.jpg"><img class="size-medium wp-image-97" title="Composite with broken vase" src="http://almeidamaya.files.wordpress.com/2011/12/composite-with-broken-vase-001-preview.jpg?w=300&#038;h=192" alt="" width="300" height="192" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Síntese de um vaso quebrado&quot; Sagantis Karavousis</p></div>
<p>Nunca partiste um vaso, não tropeçaste nos tapetes, não levantaste a voz, não iraste, não te contrafizeste, não gaguejaste, nem sequer trincaste os dedos numa porta! Não perdeste uma unha pela raiva, não bateste com a porta, não mostraste despeito, mas nem respeito&#8230; por ti próprio!</p>
<p>Esperaste sempre pelo autocarro atrasado, ouviste sempre a mulher tagarela, não reclamaste a conta exagerada, deste sempre festinhas ao gatinho, emudeceste quando foste insultado&#8230;! Quem és tu, afinal? O que fazes aqui?</p>
<p>Estás certo de tudo o que fizeste? Pelo menos mostras fronha de quem tudo sabe, de quem mestria. Mas és uma merda! És um saco de despejo, um falso, um cínico actor da vida! Sim, um mero actor! Um actor secundário, um figurante! Tens um papel na vida&#8230; mas daquele que se vende em rolos! Daquele que se mete nas retretes&#8230; Que só serve p’ra limpar o que tu és!</p>
<p>Que queres que te diga? Que posso eu fazer ou dizer para saberes o que penso? Mas eu digo-te. Fizeste mil-e-uma coisa, seguiste todas as regras do livro, cantaste sem desafinar e nunca tropeçaste, mas não fizeste o que estamos aqui para fazer.</p>
<p>Não viveste.</p>
<br />  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=almeidamaia.com&#038;blog=27490852&#038;post=99&#038;subd=almeidamaya&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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