Ilha-América


Sinopse

Em 1960, as ilhas atlânticas dos Açores são o centro do mundo. Numa noite iluminada, um vulto adolescente invade a pista do aeroporto internacional e aguarda que um Lockheed Super Constellation acelere os quatro hélices.

IlhaAmerica_6_smallO seu plano é alcançar o trem de aterragem dianteiro, trepar a altura de dois homens e enfiar-se no vão da roda. Depois, aguardar que a aeronave suba e confiar que haja espaço para si, para o enorme pneu e para o sonho de chegar à América. Confere os três papos-secos nos bolsos, limpa as mãos na tee-shirt e respira fundo duas vezes. Está pronto a lançar-se a uma nova vida.

Nos anos auspiciosos da história da ilha de Santa Maria, o aeroporto, construído pelos americanos no final da Segunda Grande Guerra sob a aprovação de António Salazar, torna-se a principal escala técnica para a maioria dos voos transatlânticos de grandes companhias aéreas e oferece oportunidades de trabalho preciosas a todos os açorianos.

Terminada a crise vulcânica dos Capelinhos, na ilha do Faial, o Azorean Refugee Act abre as portas da emigração para os Estados Unidos da América e espalha por todo o arquipélago um clima atípico de evasão. Não há família que não veja alguém dos seus embarcar para o Novo Mundo.


Informações adicionais

3DMockup Final_2Título: Ilha-América
Design da capa: Miguel Maia
Arte final: Sandra Fagundo
Foto da badana: Paulo R. Cabral

Pré-venda: Letras Lavadas


Testemunhos

“O escritor Almeida Maia, autor de vários livros publicados entre nós, demonstra a sua erudição e conhecimento dos casos mais estranhos, que na realidade ou na sua imaginação, têm sempre os Açores no centro da sua escrita. Neste agora intitulado Ilha-América vai mesmo à alma dos ilhéus destas ilhas, tornando-se um romance fundamental do nosso cânone, da nossa História, do nosso modo de estar no mundo a oeste, nessa terra de promessa e desilusões que sempre fez parte das nossas vidas. Trata-se de visão original e lapidar da nossa experiência como povo andarilho, que constrói novos mundos e faz da terra um espaço verdadeiramente universal. Os seus estudos constantes a nível universitário resultam nesta prosa escorreita sem nunca deixar de ser profunda e deixar-nos a repensar o nosso passado e talvez futuro.”
~ Vamberto Freitas


#almeidamaia

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