Os últimos meses têm sido invulgares, como se vivêssemos numa distopia inescapável. Os abraços foram substituídos por acenos, os sorrisos são agora píxeis num ecrã. Tal como inumeráveis eventos culturais do mundo inteiro, também o Azores Fringe Festival padecia de um provável adiamento, quiçá anulação — e, com ele, o encontro literário Pedras Negras.
Porém, graças à perseverança que a diferencia, a MiratecArts puxou do amor pelas artes, a mesma paixão que leva Terry Costa a galvanizar os Açores, e migrou para o digital. O desafio foi lançado e uniram-se as forças necessárias ao empreendimento. Em várias áreas, novos formatos emergiram, conceitos inovadores vingaram. No segmento da literatura, nasceu então a rubrica “Conversas com Escritores”.

As conferências por videochamada tornaram-se uma estranha tendência invasiva, uma apropriação da propriedade privada e das estantes de uns e de outros, mas formaram simultaneamente uma teia que uniu os alheios — no caso das programações culturais, uma espécie de rede circense.
Estes diálogos on-line que contaram com doze escritores MiratecArts, uma amostra do seu imenso catálogo de artistas, formaram a malha dos amantes da escrita e mantiveram viva a emoção da partilha. Valeu a pena. Obrigado pelo convite para esta aventura.
Para os que não puderam assistir, ou desejem rever, podem aceder à página do Facebook da MiratecArts ou ao Instagram de Almeida Maia.



A chancela Letras Lavadas do Grupo Publiçor / Nova Gráfica convidou autores locais a integrarem uma coletânea de contos de Natal. O resultado foi o livro “Este ano desembrulha o espírito de Natal” com treze histórias dos autores: Almeida Maia, Ana Leite, Ana Isabel Arruda Ferreira, Aníbal Pires, Carlos Tomé, João Pedro Porto, Luís Rego, Malvina Sousa, Maria das Mercês Pacheco, Orquídea Abreu, Susana Almeida Rodrigues, Teresa Canto Noronha e Virgílio Vieira.



Apresentaram-me talentos oferecendo abraços sorridentes e partilha de saberes, e eu logo soube que se tornariam grandes amigos em pouco tempo. Partimos à descoberta, rumo ao éden dos criadores, rumo à ilha das Flores. Fomos subir os montes, respirar lagoas, trespassar o nevoeiro, contemplar baías, sentir o fluir das cascatas, reviver lendas centenárias. Visitámos os lugares das pessoas e as pessoas dos lugares, aprendendo-lhes as artes, entendendo aqueles ofícios, provando as iguarias, ouvindo canções e devolvendo os seus risos, dando e recebendo, ensinando e aprendendo.
“A Viagem de Juno” não será exceção, convidando os passageiros a embarcarem numa visita a um possível futuro da humanidade, com os Açores no centro da ação e com personagens um pouco de todo o lado. Despertará o interesse dos leitores de várias idades, pelos temas intrigantes que aborda, como a criopreservação, partindo da ciência do século XXI e da demanda por soluções para inverter os efeitos das alterações climáticas.





A noite trouxe emoção, surpresas e até atividades para os mais novos. Destacaram-se várias notas de agradecimento, repletas de emoção, especialmente aos que estavam presentes na cerimónia e à vasta equipa de investigação da Universidade dos Açores que trabalha os conceitos das histórias. Ficou igualmente patente um agradecimento muito especial à editora Dr.ª Sara Lutas, pelo dinamismo e vontade de levar adiante este projeto, e ao Dr.º António Lopes, do Ministério da Educação, pela descrição detalhada e atenta de ambos os livros. Palavras e momentos que ficarão eternamente guardados e que se tornarão inesquecíveis.