Conversas com escritores

No ano de 2020, o Azores Fringe Festival manteve a sua agenda, migrando a maior parte dos eventos para as plataformas digitais. Na vertente da literatura, o escritor micaelense Pedro Almeida Maia irá moderar a rubrica “Conversas com Escritores” MiratecArts. Às terças-feiras, doze autores de várias ilhas açorianas juntam-se on-line para debater quatro temas, em quatro episódios.

A estreia será no dia 2 de junho, ao final de tarde, na página do facebook da MiratecArts, o endereço oficial para as produções desta associação cultura para o Fringe.

02 de junho: “Escrever versus omitir”, ou o que os escritores não dizem — com Diana Zimbron, Joel Neto e Nuno Costa Santos;
09 de junho: “A psicologia dos escritores”, ou se o ego também entra no texto — com Carolina Cordeiro, Diogo Ourique e Luís Rego;
16 de junho: “Os silêncios da literatura”, ou como se descrevem os vazios — com Carla Veríssimo, Pedro Paulo Câmara e Urbano Bettencourt;
23 de juno: “A invisibilidade dos leitores”, ou em quem pensam os escritores — com João Pedro Porto, Leonor Sampaio da Silva e Manuel Tomás.

O Azores Fringe Festival decorrerá de 29 de maio a 28 de junho, com programação única diária, no espírito de partilha original do que centenas de artistas açorianos andam a construir. Mais informação em: www.azoresfringe.com

“O Parto da Saudade” na grotta

O texto inédito “O Parto da Saudade”, de Almeida Maia, integra o quarto número da revista literária grotta — arquipélago de escritores, com destaque de capa. Num registo autobiográfico raro, o escritor micaelense descreve a sua vivência na costa oeste da República da Irlanda, durante uma crise habitacional, e as implicações de se viver numa ilha maior.

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Este número conta ainda com a vida e obra de J. H. Santos Barros, a poesia de Lucebert e a de Armando Emmanuel, entrevista ao crítico literário Vamberto Freitas, e um suplemento especial sobre o historiador norte-americano William Hickling Prescott.

A revista literária grotta é uma edição Letras Lavadas que conta com direção de Nuno Costa Santos e coordenação editorial de Diogo Ourique. O quarto número está disponível na loja on-line da editora, com entrega gratuita em todas as ilhas dos Açores.

4 de Quarentena

No passado sábado, dia 4 de abril de 2020, a editora Letras Lavadas / Grupo Publiçor organizou o interessante convívio on-line “4 de Quarentena”. Em conversa informal, os escritores Almeida Maia, Diogo Ourique, Malvina Sousa e Pedro Paulo Câmara abordaram temas ligados à literatura e ao cenário que o mundo enfrenta.

Com moderação do também autor e humorista Hélder Medeiros (Helfimed), o programa foi emitido no Facebook da editora (https://fb.com/letraslavadas.editores) e integrado no canal Podcast 2.1 do YouTube.

Uma nota muito especial de agradecimento a Paulo R. Cabral, responsável técnico pela emissão on-line, e os parabéns a toda a equipa Letras Lavadas, pela iniciativa e dinamismo que têm demonstrado, mesmo em tempos desafiantes.

Convívio na Maia

No passado dia 10 de fevereiro, acedi com prazer ao convite da professora Helena Chrystello, da Escola Básica 2, 3 da Maia, para uma aula que envolveu ciência e literatura.

Após a incursão por autores açorianos pela iniciativa do professor Telmo Nunes, ainda em 2019, a responsável pela biblioteca Dora Silva e o docente de Físico-química Ricardo Tavares demonstraram — perante uma plateia de alunos interessadíssimos — de que forma o romance Capítulo 41: A Redescoberta da Atlântida pode ser descodificado sob outra luz.

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Tatiana Senra, Manuela Melo, Margarida Melo, Pedro Almeida Maia, Helena Chrystello e Dora Silva, na Biblioteca da Escola Básica 2, 3 da Maia

Está agendada uma nova visita para o dia 5 de março, para falarmos de literatura açoriana, hábitos de leitura e do processo da escrita, desta feita no auditório da escola.

Coletânea de contos de Natal

Capa Este Ano Desembrulha NatalA chancela Letras Lavadas do Grupo Publiçor / Nova Gráfica convidou autores locais a integrarem uma coletânea de contos de Natal. O resultado foi o livro “Este ano desembrulha o espírito de Natal” com treze histórias dos autores: Almeida Maia, Ana Leite, Ana Isabel Arruda Ferreira, Aníbal Pires, Carlos Tomé, João Pedro Porto, Luís Rego, Malvina Sousa, Maria das Mercês Pacheco, Orquídea Abreu, Susana Almeida Rodrigues, Teresa Canto Noronha e Virgílio Vieira.

Foi apresentado por José Manuel Santos Narciso, com leituras de Lena Goulart, no sábado passado, dia 7 de dezembro, e contou ainda com uma versão especial, em formato de árvore, com cerca de um metro e meio de altura, agora exposto na montra da livraria Letras Lavadas, em Ponta Delgada.

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Aníbal Pires, Malvina Sousa, João Pedro Porto, Santos Narciso, Lena Goulart, Carlos Tomé, Ernesto Resendes, Susana Almeida Rodrigues, Ana Leite, Luís Rego e Pedro Almeida Maia.

Após a seleção do conto “O Galheteiro de Prata” para a Antologia de Contos do Centro de Estudos Mário Cláudio 2018, Almeida Maia contribui para esta coletânea com “A Olaria da Esquina”, outra história de redenção com uma interessante moral.

 

Colóquios da Amizade

Outubro chegara, e a ilha branca acolheu os convidados de braços abertos, ainda que esvoaçassem resquícios de um temporal. Os primeiros sorrisos ofereceram-se ainda a caminho do rendez-vous e à medida que a graciosidade brotava dos montes, mas foi a hospitalidade de quem nos recebeu — Chrys e Helena Chrystello, Carolina Cordeiro e Pedro Paulo Câmara — que entoou a verdadeira alegria de ali estarmos.

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Muito cedo nasceram laços cúmplices entre os participantes, com as primeiras palestras a juntarem os mais sedentos de conhecimento. A empatia imediata surpreendeu-me e abriu portas a novas ligações e amizades, nos livros, mas não só: também na lusofonia. Poderiam muito bem chamar-se Colóquios da Amizade Lusófona, que não alterariam o seu valor.

O que se seguiu foi mágico, transportando-nos de convívio em convívio, de saudações a abraços e em espírito de verdadeira partilha. Muito me honrou estar próximo a tanta criatividade e a tantos nomes com os quais cresci a admirar. Somente após regressar da ilha Graciosa apercebi-me do que ali havia sucedido: dedicara-me a uma causa de nobre significado (pelo menos, para mim) e às pessoas que nela acreditam: o respeito pela nossa Língua Portuguesa.

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Pedro Almeida Maia e José Luís Peixoto no 32.º Colóquio da Lusofonia (Santa Cruz da Graciosa)

Assim foi o 32.º Colóquio da Lusofonia, com o compromisso de repetir a participação na próxima edição, em Belmonte. Lá estaremos, de coração.

#almeidamaia