O regresso da Atlântida

Decorria o mês de setembro de 2013, quando se anunciou a chegada do romance “Capítulo 41: A Redescoberta da Atlântida”. Pouco se sabia do eco que poderia provocar, mas cinco anos após o seu lançamento e consequente entrada para o Plano Regional de Leitura dos Açores, percebe-se agora que é algo mais do que um mero livro.

“Este Capítulo 41 (…) fica a constituir um marco na literatura de ficção dos Açores.”, escreveu Santos Narciso, algo que nem todos compreendiam naquele momento.

Anunciando a sua 3ª edição, no próximo sábado, dia 22 de dezembro, entre as 10h00 e as 13h00 e as 14h00 e as 16h00, decorrerá uma sessão promocional no espaço da Feira do Livro, na Rua dos Mercadores, em Ponta Delgada, um convite da editora Publiçor / Letras Lavadas. A iniciativa contará com a presença do autor, Pedro Almeida Maia, que estará disponível para conversar com os leitores e para incluir dedicatórias nos livros, um toque personalizado naquela prenda especial para este Natal.

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Recorde-se que este trabalho do autor açoriano aborda os temas da localização da Atlântida perdida de Platão e a sua ligação ao que hoje são os Açores, revelando também descobertas arqueológicas que têm reacendido a polémica da passagem de outros navegadores pelos Açores antes dos portugueses.

Antologia de Contos

O conto “O Galheteiro de Prata” de Pedro Almeida Maia foi um dos dez selecionados para a Antologia de Contos 2018, do Centro de Estudos Mário Cláudio, com o tema “A Festa”, a par com os textos de Cláudia Capela Ferreira, Luísa Semedo, Adelaide Bernardo, Maria Teixeira, Luís Bento, Carlos Martins, Ricardo Azevedo, Paula Dias e Mónia Camacho. O júri foi composto por Conceição Pimenta e André Domingues.

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Com o objectivo de promover e incentivar o gosto e a prática da escrita em língua portuguesa e a exposição de novos autores, a iniciativa encontra-se na sua terceira edição e, à semelhança de anos anteriores, resultará numa compilação a ser lançada em livro, em Venade, Paredes de Coura.

Fonte: Centro de Estudos Mário Cláudio.

Poesia na Montanha

Lá fora, o nevoeiro perseguia o vento e as brumas escalavam a montanha, mas havia chá e biscoitos para os corajosos. Estávamos salvos. Foi no passado domingo que tive o prazer de apresentar o e-book “A Escalada de um Manco” na Casa da Montanha, rodeado de amigos, leitores e curiosos. A par com os livros da Carla Veríssimo e do Enric Enrich Jr., a festa da literatura ganhou asas e voou. Abracei também Manoel Costa e Helena Amaral.

Manoel Costa, Helena Amaral e Pedro Almeida Maia

No primeiro dia, havia massa sovada e torta de bacalhau, entre outras iguarias de divino sabor. A receção convidou os artistas a falarem do seu trabalho e das suas paixões. Estava lançado o mote para a celebração da arte no Pico. O fim de semana preencheu-se com o programa Climb Every Mountain, numa volta à ilha pelas artes. No final, terminei com o queijo do Alfredo e o mel de trevo que trouxe na mala.

A ilha do Pico recebe-me cada vez melhor e este Montanha Festival é outra aposta ganha pela MiratecArts, que recebeu um reconhecimento oficial merecido, anunciado publicamente durante o festival.

Terry Costa e Pedro Almeida Maia.

Terry Costa continua a fazer um trabalho inigualável no arquipélago, colocando a arte açoriana no mapa. Um dia, haverá uma estátua e uma avenida com o nome dele.

Para os interessados, o novo texto está disponível aqui.

Necas em Coimbra

A coleção de livros infantis da psicologia “Vamos Sentir com o Necas” ganhou uma nova vida recentemente. O golfinho Necas, que ajuda os pais e educadores a transmitirem aos seus mais novos estratégias para lidarem com as emoções, está agora mais perto dos leitores portugueses.

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No passado dia 9 de novembro, na Livraria Almedina Estádio Cidade de Coimbra, foi apresentado o livro “Os Vencedores do Medo”, o primeiro da série, com a chancela Minotauro (Grupo Almedina), e o manual “Programa de Promoção de Inteligência Emocional para o 1º Ciclo do Ensino Básico”, ambos agora em distribuição nacional.

23546872_10207931201796263_404150721_oA noite trouxe emoção, surpresas e até atividades para os mais novos. Destacaram-se várias notas de agradecimento, repletas de emoção, especialmente aos que estavam presentes na cerimónia e à vasta equipa de investigação da Universidade dos Açores que trabalha os conceitos das histórias. Ficou igualmente patente um agradecimento muito especial à editora Dr.ª Sara Lutas, pelo dinamismo e vontade de levar adiante este projeto, e ao Dr.º António Lopes, do Ministério da Educação, pela descrição detalhada e atenta de ambos os livros. Palavras e momentos que ficarão eternamente guardados e que se tornarão inesquecíveis.

Informações adicionais podem ser encontradas no site oficial do Grupo Almedina, nas páginas do Facebook do Necas e da Minotauro, e ainda na página do produto.

É poesia

Comemora-se o regresso à poesia do autor Almeida Maia com a edição de “A Escalada de um Manco”. Ao longo de onze cantos, o autor figura a persistência humana perante o erro e a adversidade. O novo texto está disponível aqui.

As edições e-manuscrito® resultam da iniciativa conjunta da APE (Associação Portuguesa de Escritores) e da plataforma escritores.online. O conceito remete para obras em formato digital, sem intervenção de terceiros, que passa diretamente do escritor para o leitor através de uma plataforma eletrónica.

 

Até agora, tudo bem

Perdi a conta às vezes que tenho feito as malas. Assentei em Coimbra e em Barcelona, escrevendo a tese, manuais, recensões e mais romances, antes de pendurar o casaco em Braga. Fazendo ainda mais amizades e deixando ainda mais saudades, percorri o território nortenho, ao lado da Cris, também ela a terminar os seus dois anos pela Europa. Temos explorado o desconhecido — a ver se também nos conhecemos um pouco melhor a nós próprios — além de ambicionarmos ainda maiores desafios para a vida.

fullsizerenderLembro-me da roadtrip de 1200 quilómetros até Angers, quando estacionámos a meio caminho para pernoitar em San Sebastián. Apesar de todas as estrelas Michelin e dos restaurantes gourmet, sentámo-nos numa tasca e pedimos cañas e pintxos. Não há dúvida de que acabamos quase sempre por escolher as coisas simples da vida.

Depois de outra temporada em Coimbra, desta vez juntos, foi mesmo isso que fizemos: regressámos aos Açores para um descanso merecido. Abraçar a família e as filhas é das tais coisas simples da vida, prazeres de que temos abdicado para procurar o que nos realize. O ano acabou e começou outro, com mais abraços e novos planos, muitos deles em aberto. Por vezes, é difícil só saber dos próximos três meses das nossas vidas. Têm-nos dito que é preciso coragem. Mas, olhem, andaremos mais uns tempos ao sabor do vento. Há que continuar.

Um escritor que não viaja, não escreve: circunscreve-se.