Juno e a ilha-Paraíso

Estalaram aplausos dentro do avião, felizes por terem tocado o solo contra a brisa generosa de Santa Cruz, muitos no alívio de terem chegado a casa. Também eu senti que chegava a casa e que receberia o calor da ilha-Paraíso.

IMG_7981Apresentaram-me talentos oferecendo abraços sorridentes e partilha de saberes, e eu logo soube que se tornariam grandes amigos em pouco tempo. Partimos à descoberta, rumo ao éden dos criadores, rumo à ilha das Flores. Fomos subir os montes, respirar lagoas, trespassar o nevoeiro, contemplar baías, sentir o fluir das cascatas, reviver lendas centenárias. Visitámos os lugares das pessoas e as pessoas dos lugares, aprendendo-lhes as artes, entendendo aqueles ofícios, provando as iguarias, ouvindo canções e devolvendo os seus risos, dando e recebendo, ensinando e aprendendo.

Foi naquele cenário que decorreu a apresentação de “A Viagem de Juno”, a par com o lançamento de “inPico”, de José Efe e Judy Rodrigues, e a tripla inauguração das exposições de Pieter Adriaans, Martine de Baecque e Martim Cymbron. No auditório do elegante Museu das Lajes das Flores, Gabriela Silva honrou o momento e fê-lo com maestria, complementando-se com uma apaixonada leitura de excertos por Terry Costa, Carolina Cordeiro, Diana Silva, Sandra Gajjar, Susana Júdice e Elaine Ávila. E estalaram os aplausos florentinos para seguidamente devorarem os livros e as histórias.

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Apresentação de “A Viagem de Juno” nas Lajes das Flores

Durante um mágico fim de semana, este V Encontro de Escritores Pedras Negras permitiu-nos testemunhar vivências e emoções da ilha de Pedro da Silveira, conhecer novas pessoas e reorquestrar a nossa própria essência como artistas. Todos os dias nos reinventamos, mas nestes dias especialmente: amadurecemos e alinhamo-nos, numa ascendente espiral de consciência, num alvoroço de alegria. Assim é o Azores Fringe, o festival que une as artes do mundo aos artistas dos Açores.

Juno e a costa norte

Por organização da Câmara Municipal da Ribeira Grande, decorreu no passado dia 3 de maio a segunda apresentação de “A Viagem de Juno”, desta feita na Biblioteca Municipal Daniel de Sá, perante uma plateia interessada e participativa e na presença do presidente do município Alexandre Gaudêncio. A apresentação ficou a cargo de Luís Santos Almeida, professor de Língua Portuguesa da Escola Secundária da Ribeira Grande, e a sessão fotográfica da autoria de Osvaldo Janeiro.

A estreia de Juno

Foi no passado sábado que se iniciou “A Viagem de Juno”, no ambiente mágico e descontraído da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada. Na presença de ávidos leitores e interessados numa passagem ficcional por um possível futuro, apresentou-se o novo livro de Almeida Maia, que coloca a ação em 2049, quando os mares subiram de forma descontrolada.

A apresentação ficou a cargo do biólogo marinho Frederico Cardigos, que brindou os presentes com uma descrição apaixonada desta história. As imagens captadas, aqui disponibilizadas, foram da maestria de Paulo R. Cabral, Grupo Publiçor / Letras Lavadas, a quem fica um especial agradecimento.

Juno e as nossas viagens

Editar um novo livro tem sido sempre uma emoção, desde a sensação de se cumprir um longo desafio até ao retorno apaixonante dos leitores, passando pela magia de se deixar um testemunho para o futuro, especialmente para os nossos filhos.

AVJ Capa_v04_0“A Viagem de Juno” não será exceção, convidando os passageiros a embarcarem numa visita a um possível futuro da humanidade, com os Açores no centro da ação e com personagens um pouco de todo o lado. Despertará o interesse dos leitores de várias idades, pelos temas intrigantes que aborda, como a criopreservação, partindo da ciência do século XXI e da demanda por soluções para inverter os efeitos das alterações climáticas.

A primeira sessão de apresentação está marcada para 23 de março de 2019, às 16h30, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada. A revelação da capa do livro e do apresentador do evento está para muito breve.

Clique aqui para aceder e acompanhar o evento.

O regresso da Atlântida

Decorria o mês de setembro de 2013, quando se anunciou a chegada do romance “Capítulo 41: A Redescoberta da Atlântida”. Pouco se sabia do eco que poderia provocar, mas cinco anos após o seu lançamento e consequente entrada para o Plano Regional de Leitura dos Açores, percebe-se agora que é algo mais do que um mero livro.

“Este Capítulo 41 (…) fica a constituir um marco na literatura de ficção dos Açores”, escreveu Santos Narciso, algo que nem todos compreendiam naquele momento.

Anunciando a sua 3ª edição, no próximo sábado, dia 22 de dezembro, entre as 10h00 e as 13h00 e as 14h00 e as 16h00, decorrerá uma sessão promocional no espaço da Feira do Livro, na Rua dos Mercadores, em Ponta Delgada, um convite da editora Publiçor / Letras Lavadas. A iniciativa contará com a presença do autor, Pedro Almeida Maia, que estará disponível para conversar com os leitores e para incluir dedicatórias nos livros, um toque personalizado naquela prenda especial para este Natal.

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Recorde-se que este trabalho do autor açoriano aborda os temas da localização da Atlântida perdida de Platão e a sua ligação ao que hoje são os Açores, revelando também descobertas arqueológicas que têm reacendido a polémica da passagem de outros navegadores pelos Açores antes dos portugueses.

Antologia de Contos

O conto “O Galheteiro de Prata” de Pedro Almeida Maia foi um dos dez selecionados para a Antologia de Contos 2018, do Centro de Estudos Mário Cláudio, com o tema “A Festa”, a par com os textos de Cláudia Capela Ferreira, Luísa Semedo, Adelaide Bernardo, Maria Teixeira, Luís Bento, Carlos Martins, Ricardo Azevedo, Paula Dias e Mónia Camacho. O júri foi composto por Conceição Pimenta e André Domingues.

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Com o objectivo de promover e incentivar o gosto e a prática da escrita em língua portuguesa e a exposição de novos autores, a iniciativa encontra-se na sua terceira edição e, à semelhança de anos anteriores, resultará numa compilação a ser lançada em livro, em Venade, Paredes de Coura.

Fonte: Centro de Estudos Mário Cláudio.