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Antologia de Contos

O conto “O Galheteiro de Prata” de Pedro Almeida Maia foi um dos dez selecionados para a Antologia de Contos 2018, do Centro de Estudos Mário Cláudio, com o tema “A Festa”, a par com os textos de Cláudia Capela Ferreira, Luísa Semedo, Adelaide Bernardo, Maria Teixeira, Luís Bento, Carlos Martins, Ricardo Azevedo, Paula Dias e Mónia Camacho. O júri foi composto por Conceição Pimenta e André Domingues.

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Com o objectivo de promover e incentivar o gosto e a prática da escrita em língua portuguesa e a exposição de novos autores, a iniciativa encontra-se na sua terceira edição e, à semelhança de anos anteriores, resultará numa compilação a ser lançada em livro, em Venade, Paredes de Coura.

Fonte: Centro de Estudos Mário Cláudio.

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Poesia na Montanha

Lá fora, o nevoeiro perseguia o vento e as brumas escalavam a montanha, mas havia chá e biscoitos para os corajosos. Estávamos salvos. Foi no passado domingo que tive o prazer de apresentar o e-book “A Escalada de um Manco” na Casa da Montanha, rodeado de amigos, leitores e curiosos. A par com os livros da Carla Veríssimo e do Enric Enrich Jr., a festa da literatura ganhou asas e voou. Abracei também Manoel Costa e Helena Amaral.

Manoel Costa, Helena Amaral e Pedro Almeida Maia

No primeiro dia, havia massa sovada e torta de bacalhau, entre outras iguarias de divino sabor. A receção convidou os artistas a falarem do seu trabalho e das suas paixões. Estava lançado o mote para a celebração da arte no Pico. O fim de semana preencheu-se com o programa Climb Every Mountain, numa volta à ilha pelas artes. No final, terminei com o queijo do Alfredo e o mel de trevo que trouxe na mala.

A ilha do Pico recebe-me cada vez melhor e este Montanha Festival é outra aposta ganha pela MiratecArts, que recebeu um reconhecimento oficial merecido, anunciado publicamente durante o festival.

Terry Costa e Pedro Almeida Maia.

Terry Costa continua a fazer um trabalho inigualável no arquipélago, colocando a arte açoriana no mapa. Um dia, haverá uma estátua e uma avenida com o nome dele.

Para os interessados, o novo texto está disponível aqui.

Necas em Coimbra

A coleção de livros infantis da psicologia “Vamos Sentir com o Necas” ganhou uma nova vida recentemente. O golfinho Necas, que ajuda os pais e educadores a transmitirem aos seus mais novos estratégias para lidarem com as emoções, está agora mais perto dos leitores portugueses.

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No passado dia 9 de novembro, na Livraria Almedina Estádio Cidade de Coimbra, foi apresentado o livro “Os Vencedores do Medo”, o primeiro da série, com a chancela Minotauro (Grupo Almedina), e o manual “Programa de Promoção de Inteligência Emocional para o 1º Ciclo do Ensino Básico”, ambos agora em distribuição nacional.

23546872_10207931201796263_404150721_oA noite trouxe emoção, surpresas e até atividades para os mais novos. Destacaram-se várias notas de agradecimento, repletas de emoção, especialmente aos que estavam presentes na cerimónia e à vasta equipa de investigação da Universidade dos Açores que trabalha os conceitos das histórias. Ficou igualmente patente um agradecimento muito especial à editora Dr.ª Sara Lutas, pelo dinamismo e vontade de levar adiante este projeto, e ao Dr.º António Lopes, do Ministério da Educação, pela descrição detalhada e atenta de ambos os livros. Palavras e momentos que ficarão eternamente guardados e que se tornarão inesquecíveis.

Informações adicionais podem ser encontradas no site oficial do Grupo Almedina, nas páginas do Facebook do Necas e da Minotauro, e ainda na página do produto.

É poesia

Comemora-se o regresso à poesia do autor Almeida Maia com a edição de “A Escalada de um Manco”. Ao longo de onze cantos, o autor figura a persistência humana perante o erro e a adversidade. O novo texto está disponível aqui.

As edições e-manuscrito® resultam da iniciativa conjunta da APE (Associação Portuguesa de Escritores) e da plataforma escritores.online. O conceito remete para obras em formato digital, sem intervenção de terceiros, que passa diretamente do escritor para o leitor através de uma plataforma eletrónica.

 

Até agora, tudo bem

Perdi a conta às vezes que tenho feito as malas. Assentei em Coimbra e em Barcelona, escrevendo a tese, manuais, recensões e mais romances, antes de pendurar o casaco em Braga. Fazendo ainda mais amizades e deixando ainda mais saudades, percorri o território nortenho, ao lado da Cris, também ela a terminar os seus dois anos pela Europa. Temos explorado o desconhecido — a ver se também nos conhecemos um pouco melhor a nós próprios — além de ambicionarmos ainda maiores desafios para a vida.

fullsizerenderLembro-me da roadtrip de 1200 quilómetros até Angers, quando estacionámos a meio caminho para pernoitar em San Sebastián. Apesar de todas as estrelas Michelin e dos restaurantes gourmet, sentámo-nos numa tasca e pedimos cañas e pintxos. Não há dúvida de que acabamos quase sempre por escolher as coisas simples da vida.

Depois de outra temporada em Coimbra, desta vez juntos, foi mesmo isso que fizemos: regressámos aos Açores para um descanso merecido. Abraçar a família e as filhas é das tais coisas simples da vida, prazeres de que temos abdicado para procurar o que nos realize. O ano acabou e começou outro, com mais abraços e novos planos, muitos deles em aberto. Por vezes, é difícil só saber dos próximos três meses das nossas vidas. Têm-nos dito que é preciso coragem. Mas, olhem, andaremos mais uns tempos ao sabor do vento. Há que continuar.

Hasta luego, Barcelona

Corro o fecho da mala e olho pela janela. O céu polido recorda-me de que o calor desta cidade está em tudo: no chão, nas paredes, nas pessoas e nos sítios. Há muito tempo que deixei de ir aos lugares que atraem os turistas. O que me seduz agora é o litoral de Badalona, o pequeno Jardín de l’Amistad, a Biblioteca Sofia Barat, a Laie e a pacatez do Barri d’Horta. Foi à beira da Platja des Pescadors que terminei a revisão do novo romance, ao som de vozes catalãs. E foi na Dreta de l’Eixample que comecei mais um.

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Casa Batlló no Dia de Sant Jordi, 2016
Troco palavras com o Adrián, o Mateu, o Robert, a Stephany e o Mero, dizendo-lhes que não sei quando regresso, mas que havemos de nos ver por aí, de certeza, não fosse o mundo um lugar pequeno. Recordo-lhes das mudanças todas destes últimos meses. As primeiras semanas trouxeram o encantamento normal da novidade, as seguintes pequenos dissabores, mas esta última equilibrou. Já olho de novo para ti com um sorriso, Barcelona. Devolveste-me o encanto que aqui me trouxe no passado.

As saudades de casa continuam, não mentirei. Estoy lejos! A compensação esteve no companheirismo gaulês da Adélie e da Florentine, no positivismo sul-americano da Trinidad, da Aline e do Germán, no pragmatismo germânico da Alisa, na sensatez do Simone e do Josef e na lusitanidade angolana da Yara. Juntos, fizemos a diferença.

Depois das estações do metropolitano e da Renfe, a mala desliza no pavimento do El Prat. A azáfama dos aeroportos extasia-me, mas as despedidas emocionam cada vez menos, principalmente se forem um virar de página. Quando se muda de capítulo, ainda dói. Penso na minha terra. Na minha família. Nos meus pais. Na minha cara-metade. Na minha filha. Ajeito os óculos escuros e sinto os olhos humedecidos. Respiro fundo e mostro o cartão de embarque. Desejam-me boa viagem, e eu sorrio. Há que continuar. Há que continuar.