A Escrava Açoriana


Sinopse

No ano da graça de 1873, o mundo pertence aos homens que cospem para o chão. Açorada por partir, Rosário oculta-se num enorme capote e capucho negro, tal como a maioria das mulheres. É uma adolescente irreverente, do contra, e desafia todas as convenções masculinas: rouba, corre descalça, luta com os punhos e até beija em público. No final do dia, lê Camilo e reza o terço com a mãe.

As Ilhas Adjacentes são um misto de encanto e de escassez, afastadas do Reino e das promessas da Coroa. Os engajadores brasileiros aliciam os açorianos a viajar para o Império, com promessas de riqueza. A família de Rosário entrega tudo o que possui e embarca na escuridão.

Mas a viagem no navio é calamitosa, uma nuvem de pessoas atoladas na própria imundície, e a chegada ao Rio de Janeiro oferece desafios inesperados. Rosário vive como uma escrava e vê o futuro esfumar-se. Perde o rumo, a virgindade e a esperança. Precisa de reagir, mas isso implica tornar-se uma pessoa totalmente diferente.



Ficha técnica

Título: A Escrava Açoriana
Revisão: Joaquim E. Oliveira
Paginação: Maria João Gomes
Design da capa: Vera Braga
Foto da badana: Paulo Goulart

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Recensão crítica

“Nada é forçado, nada é desfocado, nada é despropositado nesta narrativa empolgante, como já nos habituou o autor, que ara as palavras como quem cuida de colher filigranas. um livro a não perder de um autor que tem de — forçosamente — almejar a lugar cimeiro da escrita contemporânea em língua portuguesa, eivada da riqueza única da açorianidade literária, de uma universalidade sem fronteiras.”
~ Chrys Chrystello [texto completo]

“Mais do que um romance, A Escrava Açoriana é um retrato histórico do País de finais do século XIX e inícios do século XX. A conjuntura política, cultural, económica e, sobretudo, social em Portugal — particularmente nos Açores, mas também no Brasil — é aqui apresentada de forma, ao mesmo tempo, rigorosa e despretensiosa. Temas como a emigração ilegal, a escravatura, a prostituição e a emancipação da mulher emergem numa história verosímil e cativante.”
~ José Ribeiro