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Juno e as nossas viagens

Editar um novo livro tem sido sempre uma emoção, desde a sensação de se cumprir um longo desafio até ao retorno apaixonante dos leitores, passando pela magia de se deixar um testemunho para o futuro, especialmente para os nossos filhos.

AVJ Capa_v04_0“A Viagem de Juno” não será exceção, convidando os passageiros a embarcarem numa visita a um possível futuro da humanidade, com os Açores no centro da ação e com personagens um pouco de todo o lado. Despertará o interesse dos leitores de várias idades, pelos temas intrigantes que aborda, como a criopreservação, partindo da ciência do século XXI e da demanda por soluções para inverter os efeitos das alterações climáticas.

A primeira sessão de apresentação está marcada para 23 de março de 2019, às 16h30, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada. A revelação da capa do livro e do apresentador do evento está para muito breve.

Clique aqui para aceder e acompanhar o evento.

O regresso da Atlântida

Decorria o mês de setembro de 2013, quando se anunciou a chegada do romance “Capítulo 41: A Redescoberta da Atlântida”. Pouco se sabia do eco que poderia provocar, mas cinco anos após o seu lançamento e consequente entrada para o Plano Regional de Leitura dos Açores, percebe-se agora que é algo mais do que um mero livro.

“Este Capítulo 41 (…) fica a constituir um marco na literatura de ficção dos Açores”, escreveu Santos Narciso, algo que nem todos compreendiam naquele momento.

Anunciando a sua 3ª edição, no próximo sábado, dia 22 de dezembro, entre as 10h00 e as 13h00 e as 14h00 e as 16h00, decorrerá uma sessão promocional no espaço da Feira do Livro, na Rua dos Mercadores, em Ponta Delgada, um convite da editora Publiçor / Letras Lavadas. A iniciativa contará com a presença do autor, Pedro Almeida Maia, que estará disponível para conversar com os leitores e para incluir dedicatórias nos livros, um toque personalizado naquela prenda especial para este Natal.

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Recorde-se que este trabalho do autor açoriano aborda os temas da localização da Atlântida perdida de Platão e a sua ligação ao que hoje são os Açores, revelando também descobertas arqueológicas que têm reacendido a polémica da passagem de outros navegadores pelos Açores antes dos portugueses.

É poesia

Comemora-se o regresso à poesia do autor Almeida Maia com a edição de “A Escalada de um Manco”. Ao longo de onze cantos, o autor figura a persistência humana perante o erro e a adversidade. O novo texto está disponível aqui.

As edições e-manuscrito® resultam da iniciativa conjunta da APE (Associação Portuguesa de Escritores) e da plataforma escritores.online. O conceito remete para obras em formato digital, sem intervenção de terceiros, que passa diretamente do escritor para o leitor através de uma plataforma eletrónica.

 

Hasta luego, Barcelona

Corro o fecho da mala e olho pela janela. O céu polido recorda-me de que o calor desta cidade está em tudo: no chão, nas paredes, nas pessoas e nos sítios. Há muito tempo que deixei de ir aos lugares que atraem os turistas. O que me seduz agora é o litoral de Badalona, o pequeno Jardín de l’Amistad, a Biblioteca Sofia Barat, a Laie e a pacatez do Barri d’Horta. Foi à beira da Platja des Pescadors que terminei a revisão do novo romance, ao som de vozes catalãs. E foi na Dreta de l’Eixample que comecei mais um.

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Casa Batlló no Dia de Sant Jordi, 2016
Troco palavras com o Adrián, o Mateu, o Robert, a Stephany e o Mero, dizendo-lhes que não sei quando regresso, mas que havemos de nos ver por aí, de certeza, não fosse o mundo um lugar pequeno. Recordo-lhes das mudanças todas destes últimos meses. As primeiras semanas trouxeram o encantamento normal da novidade, as seguintes pequenos dissabores, mas esta última equilibrou. Já olho de novo para ti com um sorriso, Barcelona. Devolveste-me o encanto que aqui me trouxe no passado.

As saudades de casa continuam, não mentirei. Estoy lejos! A compensação esteve no companheirismo gaulês da Adélie e da Florentine, no positivismo sul-americano da Trinidad, da Aline e do Germán, no pragmatismo germânico da Alisa, na sensatez do Simone e do Josef e na lusitanidade angolana da Yara. Juntos, fizemos a diferença.

Depois das estações do metropolitano e da Renfe, a mala desliza no pavimento do El Prat. A azáfama dos aeroportos extasia-me, mas as despedidas emocionam cada vez menos, principalmente se forem um virar de página. Quando se muda de capítulo, ainda dói. Penso na minha terra. Na minha família. Nos meus pais. Na minha cara-metade. Na minha filha. Ajeito os óculos escuros e sinto os olhos humedecidos. Respiro fundo e mostro o cartão de embarque. Desejam-me boa viagem, e eu sorrio. Há que continuar. Há que continuar.

Dia do Autor Português

Dizem que se comemora quando as datas chegam. Feliz e sincero, com as dores da distância a apertar o coração, desejo-me na pele dos protagonistas de Nove Estações.

“Deixaram-se enamorar pelas ruas de Angra, as artérias palpitantes de vida e de amor. Cruzaram a Rua da Sé e vi­raram na Carreira dos Cavalos até à Rua da Rocha. Desceram ao areal cinzento e deixaram os pés descalços sentirem os grãos arre­fecidos da Prainha. A ondulação macia oferecia-lhes a banda sonora mais ténue e compassada que pudesse orquestrar um luar iluminado. Sentaram-se, em frente ao encaracolar do mar.”

O novo livro está no prelo e o regresso a Portugal está para breve, mas as coisas andam ao ritmo delas. Cada flor a cada florescer. Sejam felizes e leiam. Leiam muito. Continuarei a dar notícias.

Tripla reedição

Após um ano de muitas mudanças e de difíceis batalhas, anuncia-se a tripla reedição dos primeiros trabalhos para o mercado internacional, além de um novo romance ainda neste ano de 2016. Após um revés editorial que levou as obras “Bom Tempo no Canal”, “Capítulo 41” e “Nove Estações” a esgotarem na origem, a aposta é nos mercados de expressão portuguesa além-fronteiras, sobretudo o Brasil, além das comunidades luso-descendentes dos Estados Unidos, Canadá, França e Reino Unido. As novas versões em Língua Portuguesa, em papel, com capas renovadas pelo designer Miguel Maia, já estão disponíveis na Alemanha, Itália, Espanha, México, Índia, Japão, e a breve trecho na China, Holanda e Austrália.

Capas da autoria do D.er Miguel Maia.

Surfar na biblioteca

No passado dia 13, tive o prazer de comunicar com alunos da Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade. A distância que separa Coimbra de Angra do Heroísmo pareceu desaparecer durante a videoconferência que pretendia abordar a experiência da escrita nos tempos de hoje.

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A iniciativa “Aproveita a onda das TIC e vem surfar na Biblioteca”, além da cooperação da escola e do corpo docente, realizou-se após o convite da Associação Cultural Burra de Milho.

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O evento de apresentações nas escolas está enquadrado na Mostra LabJovem, Concurso Regional de Jovens Criadores dos Açores, cuja edição anterior selecionou a novela “Nove Estações”.