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Coletânea de contos de Natal

Capa Este Ano Desembrulha NatalA chancela Letras Lavadas do Grupo Publiçor / Nova Gráfica convidou autores locais a integrarem uma coletânea de contos de Natal. O resultado foi o livro “Este ano desembrulha o espírito de Natal” com treze histórias dos autores: Almeida Maia, Ana Leite, Ana Isabel Arruda Ferreira, Aníbal Pires, Carlos Tomé, João Pedro Porto, Luís Rego, Malvina Sousa, Maria das Mercês Pacheco, Orquídea Abreu, Susana Almeida Rodrigues, Teresa Canto Noronha e Virgílio Vieira.

Foi apresentado por José Manuel Santos Narciso, com leituras de Lena Goulart, no sábado passado, dia 7 de dezembro, e contou ainda com uma versão especial, em formato de árvore, com cerca de um metro e meio de altura, agora exposto na montra da livraria Letras Lavadas, em Ponta Delgada.

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Aníbal Pires, Malvina Sousa, João Pedro Porto, Santos Narciso, Lena Goulart, Carlos Tomé, Ernesto Resendes, Susana Almeida Rodrigues, Ana Leite, Luís Rego e Pedro Almeida Maia.

Após a seleção do conto “O Galheteiro de Prata” para a Antologia de Contos do Centro de Estudos Mário Cláudio 2018, Almeida Maia contribui para esta coletânea com “A Olaria da Esquina”, outra história de redenção com uma interessante moral.

 

Juno e a ilha-Paraíso

Estalaram aplausos dentro do avião, felizes por terem tocado o solo contra a brisa generosa de Santa Cruz, muitos no alívio de terem chegado a casa. Também eu senti que chegava a casa e que receberia o calor da ilha-Paraíso.

IMG_7981Apresentaram-me talentos oferecendo abraços sorridentes e partilha de saberes, e eu logo soube que se tornariam grandes amigos em pouco tempo. Partimos à descoberta, rumo ao éden dos criadores, rumo à ilha das Flores. Fomos subir os montes, respirar lagoas, trespassar o nevoeiro, contemplar baías, sentir o fluir das cascatas, reviver lendas centenárias. Visitámos os lugares das pessoas e as pessoas dos lugares, aprendendo-lhes as artes, entendendo aqueles ofícios, provando as iguarias, ouvindo canções e devolvendo os seus risos, dando e recebendo, ensinando e aprendendo.

Foi naquele cenário que decorreu a apresentação de “A Viagem de Juno”, a par com o lançamento de “inPico”, de José Efe e Judy Rodrigues, e a tripla inauguração das exposições de Pieter Adriaans, Martine de Baecque e Martim Cymbron. No auditório do elegante Museu das Lajes das Flores, Gabriela Silva honrou o momento e fê-lo com maestria, complementando-se com uma apaixonada leitura de excertos por Terry Costa, Carolina Cordeiro, Diana Silva, Sandra Gajjar, Susana Júdice e Elaine Ávila. E estalaram os aplausos florentinos para seguidamente devorarem os livros e as histórias.

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Apresentação de “A Viagem de Juno” nas Lajes das Flores

Durante um mágico fim de semana, este V Encontro de Escritores Pedras Negras permitiu-nos testemunhar vivências e emoções da ilha de Pedro da Silveira, conhecer novas pessoas e reorquestrar a nossa própria essência como artistas. Todos os dias nos reinventamos, mas nestes dias especialmente: amadurecemos e alinhamo-nos, numa ascendente espiral de consciência, num alvoroço de alegria. Assim é o Azores Fringe, o festival que une as artes do mundo aos artistas dos Açores.

A estreia de Juno

Foi no passado sábado que se iniciou “A Viagem de Juno”, no ambiente mágico e descontraído da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada. Na presença de ávidos leitores e interessados numa passagem ficcional por um possível futuro, apresentou-se o novo livro de Almeida Maia, que coloca a ação em 2049, quando os mares subiram de forma descontrolada.

A apresentação ficou a cargo do biólogo marinho Frederico Cardigos, que brindou os presentes com uma descrição apaixonada desta história. As imagens captadas, aqui disponibilizadas, foram da maestria de Paulo R. Cabral, Grupo Publiçor / Letras Lavadas, a quem fica um especial agradecimento.

Juno e as nossas viagens

Editar um novo livro tem sido sempre uma emoção, desde a sensação de se cumprir um longo desafio até ao retorno apaixonante dos leitores, passando pela magia de se deixar um testemunho para o futuro, especialmente para os nossos filhos.

AVJ Capa_v04_0“A Viagem de Juno” não será exceção, convidando os passageiros a embarcarem numa visita a um possível futuro da humanidade, com os Açores no centro da ação e com personagens um pouco de todo o lado. Despertará o interesse dos leitores de várias idades, pelos temas intrigantes que aborda, como a criopreservação, partindo da ciência do século XXI e da demanda por soluções para inverter os efeitos das alterações climáticas.

A primeira sessão de apresentação está marcada para 23 de março de 2019, às 16h30, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada. A revelação da capa do livro e do apresentador do evento está para muito breve.

Clique aqui para aceder e acompanhar o evento.

O regresso da Atlântida

Decorria o mês de setembro de 2013, quando se anunciou a chegada do romance “Capítulo 41: A Redescoberta da Atlântida”. Pouco se sabia do eco que poderia provocar, mas cinco anos após o seu lançamento e consequente entrada para o Plano Regional de Leitura dos Açores, percebe-se agora que é algo mais do que um mero livro.

“Este Capítulo 41 (…) fica a constituir um marco na literatura de ficção dos Açores”, escreveu Santos Narciso, algo que nem todos compreendiam naquele momento.

Anunciando a sua 3ª edição, no próximo sábado, dia 22 de dezembro, entre as 10h00 e as 13h00 e as 14h00 e as 16h00, decorrerá uma sessão promocional no espaço da Feira do Livro, na Rua dos Mercadores, em Ponta Delgada, um convite da editora Publiçor / Letras Lavadas. A iniciativa contará com a presença do autor, Pedro Almeida Maia, que estará disponível para conversar com os leitores e para incluir dedicatórias nos livros, um toque personalizado naquela prenda especial para este Natal.

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Recorde-se que este trabalho do autor açoriano aborda os temas da localização da Atlântida perdida de Platão e a sua ligação ao que hoje são os Açores, revelando também descobertas arqueológicas que têm reacendido a polémica da passagem de outros navegadores pelos Açores antes dos portugueses.

Poesia na Montanha

Lá fora, o nevoeiro perseguia o vento e as brumas escalavam a montanha, mas havia chá e biscoitos para os corajosos. Estávamos salvos. Foi no passado domingo que tive o prazer de apresentar o e-book “A Escalada de um Manco” na Casa da Montanha, rodeado de amigos, leitores e curiosos. A par com os livros da Carla Veríssimo e do Enric Enrich Jr., a festa da literatura ganhou asas e voou. Abracei também Manoel Costa e Helena Amaral.

Manoel Costa, Helena Amaral e Pedro Almeida Maia

No primeiro dia, havia massa sovada e torta de bacalhau, entre outras iguarias de divino sabor. A receção convidou os artistas a falarem do seu trabalho e das suas paixões. Estava lançado o mote para a celebração da arte no Pico. O fim de semana preencheu-se com o programa Climb Every Mountain, numa volta à ilha pelas artes. No final, terminei com o queijo do Alfredo e o mel de trevo que trouxe na mala.

A ilha do Pico recebe-me cada vez melhor e este Montanha Festival é outra aposta ganha pela MiratecArts, que recebeu um reconhecimento oficial merecido, anunciado publicamente durante o festival.

Terry Costa e Pedro Almeida Maia.

Terry Costa continua a fazer um trabalho inigualável no arquipélago, colocando a arte açoriana no mapa. Um dia, haverá uma estátua e uma avenida com o nome dele.

Para os interessados, o novo texto está disponível aqui.