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Dia do Autor Português

Dizem que se comemora quando as datas chegam. Feliz e sincero, com as dores da distância a apertar o coração, desejo-me na pele dos protagonistas de Nove Estações.

“Deixaram-se enamorar pelas ruas de Angra, as artérias palpitantes de vida e de amor. Cruzaram a Rua da Sé e vi­raram na Carreira dos Cavalos até à Rua da Rocha. Desceram ao areal cinzento e deixaram os pés descalços sentirem os grãos arre­fecidos da Prainha. A ondulação macia oferecia-lhes a banda sonora mais ténue e compassada que pudesse orquestrar um luar iluminado. Sentaram-se, em frente ao encaracolar do mar.”

O novo livro está no prelo e o regresso a Portugal está para breve, mas as coisas andam ao ritmo delas. Cada flor a cada florescer. Sejam felizes e leiam. Leiam muito. Continuarei a dar notícias.

Açorianos em destaque nacional

A literatura açoriana está de parabéns. O escritor e ensaísta Miguel Real acaba de destacar, na sua crónica do quinzenário Jornal de Letras de 22 de janeiro a 4 de fevereiro de 2014, nomes da nossa praça. Segundo o crítico literário, “nos Açores, sobressai a continuidade de estilo e de tema nos novos romances de Pedro Almeida Maia, Capítulo 41 – A Redescoberta da Atlântida, e Paula de Sousa Lima, Mas Deus não dá licença que partamos, autores cuja arte de escrita abre novos horizontes ao romance açoriano, especialmente, sobretudo o primeiro autor, na superação do labirinto de tristeza, saudade e melancolia de que a literatura açoriana tem vivido”.

20140122_JLNeste resumo do melhor que se fez no ano transacto, intitulado “2013: evolução na continuidade”, Miguel Real coloca a literatura regional lado a lado com grandes nomes do panorama nacional. Nas revelações, destaca autores como Ana Margarida de Carvalho, Raquel Freire, Bruno Vieira Amaral, Hugo Gonçalves, Paulo M. Morais, Filipe Homem Fonseca, Rodrigo Magalhães e Pedro Eiras, mas também com outros relevos, como Valério Romão, Manuel da Silva Ramos, Nuno Júdice, Rui Zink, Rui Vieira, António Cabrita, Carlos Alberto Machado e Afonso Cruz. Enfatiza igualmente as obras de Joana Bértholo, Valter Hugo Mãe, Gonçalo M. Tavares, Francisco Camacho, Carlos Campaniço (Prémio Cidade de Almada), Nuno Camarneiro (Prémio Leya 2012), Luís Carmelo, Manuel Dias Duarte, Fernando Esteves Pinto e Nuno Figueiredo. No romance histórico, o enfoque vai para Fernando Campos e Sérgio Luís de Carvalho. Também na Madeira, e além de Helena Marques, “surgiu um novo escritor, António Breda Carvalho, com o romance histórico O Fotógrafo da Madeira“.

Em jeito de resumo, Miguel Real afirma que, aos “autores veteranos (chamemos-lhes assim)” Rui Nunes, Mário de Carvalho, António Lobo Antunes, Rentes de Carvalho, Manuel Alegre, Agustina Bessa-Luís e Inês Pedrosa, entre outros, “aplica-se em perfeição o título deste artigo”. Na escrita romanesca, “continuam iguais a si próprios” Mário Zambujal, Miguel Sousa Tavares e José Rodrigues dos Santos, enquanto a surpresa maior vai para a estreia de Teresa Martins Marques no romance A Mulher que Venceu D. Juan, sobre a violência doméstica, o primeiro romance escrito no Facebook.

Capítulos com bom tempo

10 de Setembro passou e deixou boas recordações. Amigos, família, entidades  e leitores anónimos juntaram-se na mesma sala e beberam do mesmo entusiasmo que esta aventura tem trazido.

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Uma experiência sensacional, cheia de momentos emotivos e de palavras sentidas. Discursos impactantes e recheados de energia positiva para o futuro.

Desde os anfitriões da acolhedora Biblioteca Púbica e Arquivo Regional de Ponta Delgada até aos ilustres convidados, tudo pareceu estar alinhado para uma noite memorável. E assim foi.

Emoções que prometem repetir-se brevemente. Os eventos e as oportunidades sucedem-se, cada vez com maior significado. Aproximam-se novos desafios, e alguns deles requerem mais dedicação, mais empenho, mais trabalho. Estou grato a todos os que têm acompanhado este curto percurso, e reconhecido a quem se tem colocado ao meu lado. Obrigado.

Próximo capítulo: 41

Em recente conversa com Vasco Pernes, no talk-show da estação açoriana “Noite dos Sentidos”, levantou-se o véu do romance número dois. A entrevista foi para o ar no dia 20 de Abril de 2013, e presenteou os espectadores com novidades acerca do livro que vai suceder Bom Tempo no Canal – A Conspiração da Energia, galardoado com o Prémio Letras em Movimento em 2010.

A ficção policial estreada em Junho de 2012 já teve lugar à 2ª edição: a apresentação decorreu no dia 26 de Abril de 2013 no Teatro Ribeiragrandense, durante a semana cultural PRIMARTE e a convite da Câmara Municipal da Ribeira Grande.

A história que tem John Mello como personagem principal (um drilling engineer da empresa que gere a energia geotérmica nas ilhas, e que vê sabotada a nova perfuração da ilha do Pico) deixa uma ponta solta, além de um capítulo oculto.

Em estilo policial, a sequela intitulada Capítulo 41 – A Redescoberta da Atlântida convida o leitor a visitar recentes locais e achados arqueológicos sugestivos à passagem de outros povos pelos Açores antes dos portugueses. Além disso, faz igualmente desfilar informação pertinente acerca da localização da Atlântida perdida de Platão.

O vídeo acima foi editado. Para ver o episódio completo, visite:
http://videos.sapo.pt/6AjwOhzYgK2dnmMRbAAN