Queixume do queixoso

No tempo de Homero a raça humana já era decadente: “hoje a terra só alimenta homens perversos e atrofiados”. Continuamos a não admitir que o estado de espírito da nação está abalado. Cabeças baixas na rua, ineficiência nos postos de trabalho, arrogância nos serviços públicos e desmotivação dos mercados. O queixume é a defesa maisContinue a ler “Queixume do queixoso”

Confortável maledicência

Apontar defeitos é fácil, difícil é apresentar soluções. A crítica comum recorre à maledicência: qualidade do maledicente, ou maldizente, que tem por hábito difamar. O blasfemador não critica comportamentos nem denuncia práticas ou atividades, atinge diretamente o outro. Em vez de “ele fez isto”, diz “ele é aquilo”. Passa a vida a dizer mal dosContinue a ler “Confortável maledicência”

Definindo conceitos crónicos

A definição de crónica provém do Latim chronica e do Grego khroniká. Sugere uma narrativa cronologicamente organizada de factos, embora também se aplique a um texto de estilo jornalístico com cunha pessoal. A liberdade de opinião também é um pressuposto, mas o conceito mais comum é o de narração curta, para imprensa, seja revista ouContinue a ler “Definindo conceitos crónicos”

Crónicas podem ser coisas

Admito que a palavra cronicista não esteja muito dicionarizada, mas como insisto em compilar vocábulos, não há que ter medo. Afinal de contas, as línguas estão sempre em transformação, tirando o Latim e alguns dialetos. Depois do percurso do Pavilhão Auricular, procurei afincadamente formas de expressão que transcendessem as artes. Não é porque as artesContinue a ler “Crónicas podem ser coisas”