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Conversas com Fringe

Os últimos meses têm sido invulgares, como se vivêssemos numa distopia inescapável. Os abraços foram substituídos por acenos, os sorrisos são agora píxeis num ecrã. Tal como inumeráveis eventos culturais do mundo inteiro, também o Azores Fringe Festival padecia de um provável adiamento, quiçá anulação — e, com ele, o encontro literário Pedras Negras.

Porém, graças à perseverança que a diferencia, a MiratecArts puxou do amor pelas artes, a mesma paixão que leva Terry Costa a galvanizar os Açores, e migrou para o digital. O desafio foi lançado e uniram-se as forças necessárias ao empreendimento. Em várias áreas, novos formatos emergiram, conceitos inovadores vingaram. No segmento da literatura, nasceu então a rubrica “Conversas com Escritores”.

Captura de ecrã 2020-06-23, às 22.28.47

As conferências por videochamada tornaram-se uma estranha tendência invasiva, uma apropriação da propriedade privada e das estantes de uns e de outros, mas formaram simultaneamente uma teia que uniu os alheios — no caso das programações culturais, uma espécie de rede circense.

Estes diálogos on-line que contaram com doze escritores MiratecArts, uma amostra do seu imenso catálogo de artistas, formaram a malha dos amantes da escrita e mantiveram viva a emoção da partilha. Valeu a pena. Obrigado pelo convite para esta aventura.

Para os que não puderam assistir, ou desejem rever, podem aceder à página do Facebook da MiratecArts ou ao Instagram de Almeida Maia.

Poesia na Montanha

Lá fora, o nevoeiro perseguia o vento e as brumas escalavam a montanha, mas havia chá e biscoitos para os corajosos. Estávamos salvos. Foi no passado domingo que tive o prazer de apresentar o e-book “A Escalada de um Manco” na Casa da Montanha, rodeado de amigos, leitores e curiosos. A par com os livros da Carla Veríssimo e do Enric Enrich Jr., a festa da literatura ganhou asas e voou. Abracei também Manoel Costa e Helena Amaral.

Manoel Costa, Helena Amaral e Pedro Almeida Maia

No primeiro dia, havia massa sovada e torta de bacalhau, entre outras iguarias de divino sabor. A receção convidou os artistas a falarem do seu trabalho e das suas paixões. Estava lançado o mote para a celebração da arte no Pico. O fim de semana preencheu-se com o programa Climb Every Mountain, numa volta à ilha pelas artes. No final, terminei com o queijo do Alfredo e o mel de trevo que trouxe na mala.

A ilha do Pico recebe-me cada vez melhor e este Montanha Festival é outra aposta ganha pela MiratecArts, que recebeu um reconhecimento oficial merecido, anunciado publicamente durante o festival.

Terry Costa e Pedro Almeida Maia.

Terry Costa continua a fazer um trabalho inigualável no arquipélago, colocando a arte açoriana no mapa. Um dia, haverá uma estátua e uma avenida com o nome dele.

Para os interessados, o novo texto está disponível aqui.

O regresso a casa

Há viagens com significado, mas os regressos podem ter sabores especiais. Este teve, depois do convite de Vasco Pernes para mais uma noite bastante sentida.

Na companhia da dinâmica mulher das letras, Patrícia Carreiro, que também apresentou o seu Fio Perdido, recapitulou-se a experiência nas lojas FNAC, as apresentações de Joaquim Fernandes e Miguel Real e a organização exímia de Terry Costa da MiratecArts na ilha do Pico, nas mais recentes aventuras literárias. Mas também falámos de futuro, de utopias, de Vamos Sentir com o Necas e de outros projetos vindouros.

Neste programa, Vasco Pernes também convida os músicos André Jorge e Luís H. Bettencourt, a Escola Profissional de Vila Franca do Campo e a Tertúlia do Petisco. Para ver o episódio completo, clique aqui.