As férias perfeitas

Ameno. O ar entorna um calor seco e afável. São sete da manhã. Não me lembro de acordar a esta hora, sem relógio, desde as férias grandes dos meus tempos de escola primária. Naquele tempo, acordava com vontade de sair para a rua e galhofar. Hoje, acordo com capricho de brincar — outra vez! EstouContinue a ler “As férias perfeitas”

Caro patrono

Peço perdão. Peço perdão por lhe redigir estas linhas. Escrevo-as para participar que hoje não irei comparecer. Hoje, não estarei ao seu dispor; ao contrário dos outros trezentos e sessenta e quatro dias do ano, em que um “não” nunca foi proferido pelos meus beiços, a não ser para dizer que “não há problema”. Nem mesmo emContinue a ler “Caro patrono”

A aura de Aurea

Aos vinte dias, somados a mais oito, do climático inconstante mês de outubro de dois mil e onze, os Açores receberam a diva portuguesa, de seu nome verdadeiro Aurea! O palco foi a casa de espetáculos mais emblemática das ilhas, o Coliseu Micaelense. Quando foi inaugurado — em 1917 —, o então chamado Coliseu Avenida nãoContinue a ler “A aura de Aurea”

Pepitas misteriosas

Nas pepitas misteriosas da noite Danças com um velame de seda; Alumias o caminho escondido, Reluzente, de tanto alarido, Que me arrasta até à labareda, Até um imenso Sol que nos afoite. Nas pepitas joviais dos teus olhos, Vejo o rosto eternamente vidrado. Aquele que nunca o rumo mudará, E que desde — e paraContinue a ler “Pepitas misteriosas”

Copo vazio

A noite vestia-se com um luar hialino que banhava a esplanada do Restaurante Ratzy. No cimo da mesa mais chegada ao varandim — que dividia o espaço de uma vista cristalina sobre Paris — estavam dois grandes amigos. Glass é um copo americano de sete centímetros. Já vivera muitos anos e as suas feições acusavamContinue a ler “Copo vazio”

Decidir cinzento

Vejo tudo negro. Tudo cinza. Não enxergo que lado é este que tanto me atormenta, que tanto me castiga. Vai! Vai embora! Deixa-me estar na minha alegria, no sorriso que transbordo para os que me abraçam. Liberta-me das tuas unhas, que não as quero mais poderosas, liberto-te do poder que tens sobre mim, liberto-me deContinue a ler “Decidir cinzento”

Fragmentos muito bem coNNectados

O décimo mês do ano de 2011 teve um primeiro dia histórico. O projecto de renome CONNECTION lançou um trabalho discográfico: Fragmentos é o nome escolhido para uma colecção de sensações e vibrações reunida numa esbranquiçada bolacha de cd. Desde os temas de Rebirth – que tanto me aguçaram o apetite, em 2008 – queContinue a ler “Fragmentos muito bem coNNectados”

O berço

É com enorme contentamento que a minha mente debita estas palavras tão singelas através das minhas falanges. O berço desta publicação virtual está mesmo aqui. Quem de vós espera algo de mim, não deve esperar senão a sinceridade e a transparência nas minhas palavras. De tão eloquentes que possam parecer, não mostram mais do queContinue a ler “O berço”