Passatempo “Tertúlias”

Em colaboração com o blogue Tertúlias à Lareira, há um passatempo a decorrer até ao dia 6 de abril para a oferta de um pack constituído por três livros, nomeadamente: “Bom Tempo no Canal: A Conspiração da Energia” “Capítulo 41: A Redescoberta da Atlântida” “Nove Estações” Para participarem, devem seguir as instruções e usar oContinue a ler “Passatempo “Tertúlias””

Tripla reedição

Após um ano de muitas mudanças e de difíceis batalhas, anuncia-se a tripla reedição dos primeiros trabalhos para o mercado internacional, além de um novo romance ainda neste ano de 2016. Após um revés editorial que levou as obras “Bom Tempo no Canal”, “Capítulo 41” e “Nove Estações” a esgotarem na origem, a aposta é nos mercadosContinue a ler “Tripla reedição”

5 Anos de Literatura

Passaram cinco anos desde o Prémio Literário Letras em Movimento, que abriu as portas para um percurso improvável. Desde então, trabalhou-se muito em muito pouco tempo. 2015, no entanto, foi um ano de reflexão, ponderação, escrita e investigação. Doze meses de aprendizagem, grandes lições e reviravoltas. Mas há novidades na forja. 2016 trará um novo romance e novas ediçõesContinue a ler “5 Anos de Literatura”

Surfar na biblioteca

No passado dia 13, tive o prazer de comunicar com alunos da Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade. A distância que separa Coimbra de Angra do Heroísmo pareceu desaparecer durante a videoconferência que pretendia abordar a experiência da escrita nos tempos de hoje. A iniciativa “Aproveita a onda das TIC e vem surfar na Biblioteca”,Continue a ler “Surfar na biblioteca”

A espera de Edith Piaf

O Pico da Vara é o ponto mais elevado da ilha de São Miguel, onde, em outubro de 1949, uma aeronave Lockheed Constellation da Air France conheceu a sua última morada. Não deixou sobreviventes. O voo deveria fazer escala para reabastecimento no aeroporto de Santa Maria. Antes da hora prevista, o comandante informou estranhamente aContinue a ler “A espera de Edith Piaf”

Ilhéu Conimbricense

Mudança é vida. Fazer as malas e deixar para trás um arquipélago inteiro pode não parecer doloroso, mas as ilhas têm pessoas, e uma parte delas está no meu coração. A rotina diária tem imenso para me ocupar, mas a saudade está sempre presente, como se andasse na rua com um balão amarrado ao dedo,Continue a ler “Ilhéu Conimbricense”

Encontro de Escritores “Pedras Negras”

Que o Azores Fringe Festival coloca os Açores no mapa-múndi das artes, já todos sabem. O que alguns desconhecem é a energia que emana das partilhas que este acontecimento internacional proporciona. Com o epicentro na ilha do Pico, e réplicas por outras ilhas açorianas, os eventos diários transformam o mês de junho num bouquet artísticoContinue a ler “Encontro de Escritores “Pedras Negras””

Batéis de Lava

A minha torre de controlo fica do lado dos Mosteiros. A vista é amorosa. Demasiado ventoso, no entanto. Os rebocadores vão na frente, arrastando São Miguel e Santa Maria. Esta manhã, avistei a Terceira e comuniquei com a torre deles. Murmuraram que aquilo era histórico. Li o manifesto de carga, autorizei-o com uma impressão digitalContinue a ler “Batéis de Lava”

Regresso às origens

Foi no dia doze deste segundo mês que concretizei um sonho antigo. Partilhei a minha experiência na literatura e apresentei os meus livros aos alunos de uma das escolas que me viu crescer. Foi na Biblioteca Emanuel Jorge Botelho da Escola Canto da Maia. É difícil resumir a emoção e o simbolismo do momento, nãoContinue a ler “Regresso às origens”

Um ano assim

Ainda estávamos em janeiro, quando Miguel Real publicou no Jornal de Letras a revisão “2013: evolução na continuidade”, afirmando que “nos Açores, sobressai a continuidade de estilo e de tema nos novos romances de Pedro Almeida Maia, Capítulo 41 – A Redescoberta da Atlântida, e Paula de Sousa Lima, Mas Deus não dá licença queContinue a ler “Um ano assim”

“Nove Estações” em Lisboa

No primeiro de novembro, dia de prantos aos já idos, a cidade de Lisboa abriu as portas aos Açores. O espaço do Studio Teambox aperaltou-se para a Mostra LabJovem 2014, que incluiu nas prateleiras a tímida edição de bolso do Nove Estações. Este texto, que muito me aprazeu escrever, marca o final de mais umContinue a ler ““Nove Estações” em Lisboa”

O segundo Necas

Depois do impacto de “Os Vencedores do Medo”, que já vai na 2ª edição, chega “O Primeiro Dia de Aulas”, o segundo volume da coleção “Vamos Sentir com o Necas”, da autoria de Célia Barreto Carvalho, Suzana Nunes Caldeira e Pedro Almeida Maia, com ilustrações de Ana Correia. O evento será aberto ao público eContinue a ler “O segundo Necas”

Queixume do queixoso

No tempo de Homero a raça humana já era decadente: “hoje a terra só alimenta homens perversos e atrofiados”. Continuamos a não admitir que o estado de espírito da nação está abalado. Cabeças baixas na rua, ineficiência nos postos de trabalho, arrogância nos serviços públicos e desmotivação dos mercados. O queixume é a defesa maisContinue a ler “Queixume do queixoso”

“Vinhas e Epigeus” vence Descobrir Açores 2014

CANTO PRIMOGÉNITO madrugada O doce marulhar sussurrava, distante, hesitante, por entre acervos de lava negra, estendidos, abertos, como cabelos de uma ninfa, garras de um tal Deus. E a luz subiu, para aquecer as vinhas e epigeus. A encosta reluziu, espelhou o amor de Apolo, e as criaturas acordaram na verdade do seu colo. AContinue a ler ““Vinhas e Epigeus” vence Descobrir Açores 2014″

Filipe Frazão em Fast Forward

Há coisas que não se explicam, principalmente as que queremos mesmo explicar. Quando o conheci, ele era o baixista tímido e calado dos Anjos Negros. Tocava as notas certas, acertava no ritmo, agitava a anca moderadamente, mas mantinha-se acanhado, a um canto, quer na sala de ensaios, quer no palco. Pouco mais do que umContinue a ler “Filipe Frazão em Fast Forward”

Capítulo 41 inspira espetáculo de dança

Qualquer autor anseia pela materialização das suas histórias, dos seus livros, quer seja nos palcos ou nas telas de cinema.  Foi com enorme prazer que soube, há cerca de um ano, que o livro Capítulo 41 – A Redescoberta da Atlântida era suficientemente sugestivo para inspirar um espetáculo de dança. É já no próximo dia 9 deContinue a ler “Capítulo 41 inspira espetáculo de dança”

Liberalização dos céus

Nunca pensei no espaço aéreo como um território liberalizável. Quando se é dono de um palmo de terra, faz-se um sulco no chão com uma cana verde ou erguem-se muros para dividir fronteiras. Quando se tem dinheiro, o destino é a conta bancária ou o miolo do colchão de palha. Se há um bem móvelContinue a ler “Liberalização dos céus”

Confortável maledicência

Apontar defeitos é fácil, difícil é apresentar soluções. A crítica comum recorre à maledicência: qualidade do maledicente, ou maldizente, que tem por hábito difamar. O blasfemador não critica comportamentos nem denuncia práticas ou atividades, atinge diretamente o outro. Em vez de “ele fez isto”, diz “ele é aquilo”. Passa a vida a dizer mal dosContinue a ler “Confortável maledicência”

O barco vai de saída

Não é uma analogia faustiana, até porque não vamos por este rio acima nem nos limitamos ao cais de Alfama, será antes uma viagem inaugural com uma tripulação reduzida, mas resiliente. Não te levamos connosco, ó cana verde, mas trazemos páginas e páginas que resistirão às maiores tormentas do trono das águas. E assim se unemContinue a ler “O barco vai de saída”

Tremorização cultural

O ano era o de dois mil e catorze e estávamos com uma dúzia de dias de abril. Era meio da tarde, o Sol a três quartos do arco. Meti o panfleto desdobrável no bolso e seguimos caminho. Parecia que a cidade se tinha inclinado para a baixa e que todas as pessoas tinham deslizadoContinue a ler “Tremorização cultural”