A definição de crónica provém do Latim chronica e do Grego khroniká. Sugere uma narrativa cronologicamente organizada de factos, embora também se aplique a um texto de estilo jornalístico com cunha pessoal. A liberdade de opinião também é um pressuposto, mas o conceito mais comum é o de narração curta, para imprensa, seja revista ouContinue a ler “Definindo conceitos crónicos”
Author Archives: Pedro Almeida Maia
Crónicas podem ser coisas
Admito que a palavra cronicista não esteja muito dicionarizada, mas como insisto em compilar vocábulos, não há que ter medo. Afinal de contas, as línguas estão sempre em transformação, tirando o Latim e alguns dialetos. Depois do percurso do Pavilhão Auricular, procurei afincadamente formas de expressão que transcendessem as artes. Não é porque as artesContinue a ler “Crónicas podem ser coisas”
El Açor: e vão quinze!
O éfe-erre-á ouviu-se várias vezes naquelas duas primeiras noites de primavera, em alusão ao acrónimo original conimbricense — F-R-A: Frente Revolucionária Académica. Em 1938 o grito tinha índole político, mas agora serve propósitos comemorativos, embora muitos ainda precisassem de um bom chiribitatatata. Foi com espírito revolucionário, mas pacífico, que as tunas invadiram o palco doContinue a ler “El Açor: e vão quinze!”
Novas aventuras
Foi no ambiente académico que surgiram os primeiros contactos acerca do Necas, por parte das professoras Dr.ª Célia Barreto Carvalho e Dr.ª Suzana Nunes Caldeira. Aceitei sem qualquer tipo de hesitação. Mas não me vou desligar da prosa, podem ficar descansados os leitores mais graúdos. O convite era irrecusável. Escrever na área da Psicologia jáContinue a ler “Novas aventuras”
Açorianos em destaque nacional
A literatura açoriana está de parabéns. O escritor e ensaísta Miguel Real acaba de destacar, na sua crónica do quinzenário Jornal de Letras de 22 de janeiro a 4 de fevereiro de 2014, nomes da nossa praça. Segundo o crítico literário, “nos Açores, sobressai a continuidade de estilo e de tema nos novos romances deContinue a ler “Açorianos em destaque nacional”
Mariana, a soberana
A soberania é um conceito difícil de alcançar. Há quem acredite que tal patamar não existe, sequer. Os egípcios falavam em faraós, os gregos em supremos governos, os romanos em imperadores, os plebeus em reis e rainhas, os portugueses em Camões e os açorianos em Pauleta e Nelly Furtado. O poder de um soberano éContinue a ler “Mariana, a soberana”
O regresso a casa
Há viagens com significado, mas os regressos podem ter sabores especiais. Este teve, depois do convite de Vasco Pernes para mais uma noite bastante sentida. Na companhia da dinâmica mulher das letras, Patrícia Carreiro, que também apresentou o seu Fio Perdido, recapitulou-se a experiência nas lojas FNAC, as apresentações de Joaquim Fernandes e Miguel Real eContinue a ler “O regresso a casa”
A magia do Pico
Não era um sábado muito sedutor. Nem sequer convidava ao passeio, muito menos para um local mais “cinzento” do que a própria ilha. Mas as cores pardacentas estavam somente ao que os olhos distinguiam, porque os picoenses coloriram a Gruta das Torres com sorrisos, música e hospitalidade. A ilha do Pico surpreende mais uma vez,Continue a ler “A magia do Pico”
O capítulo viajante
Para não correr o risco de ficar circunscrito, o tubo metálico azul e branco da companhia aérea arquipelágica contrariou a gravidade e permeou as nuvens. Deixou a ilha verde, rumo ao território da metrópole, sedento de mares atlânticos, talvez nunca dantes navegados. Se publicar e ver reconhecido um pequeno percurso literário tem sido uma escaladaContinue a ler “O capítulo viajante”
O filho da Rocha da Relva
Abro a capa cartonada, com o perfil escurecido de um homem iluminado. Revela-se a foto de um lençol de rocha rolada, mar até se perder de vista, e ele de chapéu de palha. Desdobro outra vez e recebo dois presentes: um livro com letras, poemas e um disco compacto esbranquiçado. O tempo do vinyl jáContinue a ler “O filho da Rocha da Relva”
Capítulos com bom tempo
10 de Setembro passou e deixou boas recordações. Amigos, família, entidades e leitores anónimos juntaram-se na mesma sala e beberam do mesmo entusiasmo que esta aventura tem trazido. Uma experiência sensacional, cheia de momentos emotivos e de palavras sentidas. Discursos impactantes e recheados de energia positiva para o futuro. Desde os anfitriões da acolhedora BibliotecaContinue a ler “Capítulos com bom tempo”
Deolinda = trindade + divindade
A suis generis Ana Bacalhau trazia um vestido às florinhas e uns saltos à maneira, quando pisou o palanque, tal e qual uma fadista tradicional, para receber palmas do lotadíssimo Teatro Micaelense. Minutos antes, os quatro músicos trajados de negro tinham abraçado os instrumentos e arrecadado uma dose de boas-vindas. Instrumentos afinados, sons harmonizados…. Mas,Continue a ler “Deolinda = trindade + divindade”
A capa do capítulo
Perto de uma qualquer cama de maternidade, ouvem-se comentários como “tem o nariz da mãe, mas os olhos são todos do pai”. Antes de nascerem os bebés, é comum fazerem-se estimativas, previsões. No entanto, ver o filho nos braços é sempre diferente do que na ecografia. No decorrer dos meses investidos na escrita deste novo capítulo,Continue a ler “A capa do capítulo”
Haja saúde com lágrimas
— Haja saúde! — disse-me o Luís, à entrada. — Home’, vocês que entrem e estejam à vontade! — ele recebia os convidados como se estivesse à porta de sua casa. De certa forma, estava: era “uma casa portuguesa, com certeza”, mas eu diria “uma casa açoriana e não engana”. A casa arcana, a queContinue a ler “Haja saúde com lágrimas”
O júbilo das artes
A Mirateca Arts colocou os Açores no mapa. Será a Vila da Madalena o palco que, de 19 a 30 de Junho, irá receber artistas de todos os cantos do planeta. Este foi um texto escrito acerca da iniciativa “Descobrir Açores”, que agora partilho com os “ouvintes” do Pavilhão Auricular: E eis que se acabaramContinue a ler “O júbilo das artes”
Temos sinopse
Caras leitoras e leitores, é com enorme satisfação que divulgo a sinopse daquela que está para ser a minha segunda “aventura” na literatura, desejando que venha a ser igualmente emocionante para vós. Começa assim mais um “capítulo” do meu ainda curto e modesto percurso pelas letras, que tanto serve para entreter como para partilhar conhecimento,Continue a ler “Temos sinopse”
Porquê Açores?
Quando questionado pelos motivos que me levam a escrever sobre os Açores, não surge propriamente uma explicação que vá muito além da fervorosa paixão nutrida pela Terra-Mãe. Apesar de considerada uma Região Periférica — e abusivamente rotulada de ultraperiférica —, a visão que tenho destes nove territórios unidos pelo mar é de centralidade. Em vezContinue a ler “Porquê Açores?”
Feira do Livro de Lisboa
Depois de colocados à solta, os livros ganham vida própria. Por vezes não é possível ditar até onde podem ir, mas é sabido que “o céu é o limite” — exactamente por não ser sequer um limite. Nos jardins emblemáticos do Parque Eduardo VII, a 23 de Maio arranca a 83ª Feira do Livro de Lisboa, queContinue a ler “Feira do Livro de Lisboa”
O Coliseu Avenida
E eis que se cantam parabenizações e cânticos sagrados por detrás do pano: faltam quatro primaveras para o centenário! A cortina abriu-se pela primeira vez numa quinta-feira, aos dez dias de Maio de 1917, e na altura não era micaelense, fora baptizado de Coliseu Avenida. Naquele dia inaugurador, o navio italiano de 78 toneladas “LeoneContinue a ler “O Coliseu Avenida”
Aqui há selo
Depois de abrir várias portas — e também pórticos intransponíveis —, eis que a literatura rasga agora uma janela e deixa desaguar a frescura do ar livre. Que melhor liberdade se pode abonar a um livro senão deixá-lo partir? Que destino mais espairecido existirá senão a dádiva de um par de asas? Depois de abrir mãoContinue a ler “Aqui há selo”